Com a decisão, os trabalhadores passaram a ter as condições definidas pela Justiça para o encerramento da paralisação e a retomada das atividades.
25 de setembro de 2026 às 16:15 - Atualizado às 16:19
Agência dos Correios. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Após 15 dias de paralisação, os trabalhadores dos Correios decidiram encerrar a greve nacional e retomar as atividades. A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, 25 de setembro. Segundo a categoria, o retorno começou às 22h do mesmo dia, em cumprimento à determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A paralisação teve início em 10 de setembro, durante o período de negociações para a definição do acordo coletivo dos trabalhadores. A proposta apresentada pela empresa havia sido rejeitada pela categoria, que apontava o plano de saúde como o principal ponto de divergência nas tratativas.
O encerramento da greve ocorreu após o julgamento do dissídio coletivo realizado pelo TST nesta quinta-feira (25). Com a decisão, os trabalhadores passaram a ter as condições definidas pela Justiça para o encerramento da paralisação e a retomada das atividades.
Durante o processo, os Correios haviam solicitado à Justiça que a greve fosse considerada abusiva. A empresa também pediu a aplicação de uma multa de R$ 100 mil às instituições que representam os trabalhadores.
No julgamento, porém, o TST considerou que a paralisação não foi abusiva. O tribunal também definiu um reajuste salarial de 4,09% para os trabalhadores dos Correios.
A decisão ainda autorizou a compensação dos dias em que os empregados permaneceram parados durante a greve. Dessa forma, o período de paralisação poderá ser compensado pelos trabalhadores, conforme o que foi determinado no julgamento do dissídio coletivo.
De acordo com informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP), o TST também determinou a manutenção de 73 cláusulas previstas no Acordo Coletivo de Trabalho.
A greve nacional dos trabalhadores dos Correios começou no dia 10 de setembro, após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa durante as negociações do acordo coletivo.
Entre os pontos discutidos durante o processo de negociação, o plano de saúde foi apontado pelos trabalhadores como a principal divergência. A insatisfação com a proposta contribuiu para a decisão da categoria de iniciar a paralisação.
Após 15 dias de mobilização, os trabalhadores se reuniram em assembleia na noite desta quinta-feira (25) e decidiram pelo encerramento da greve. A retomada das atividades começou, segundo a categoria, às 22h, seguindo a determinação estabelecida pelo TST.
Com o fim da paralisação, os trabalhadores retornam às atividades sob as condições definidas pelo tribunal no julgamento do dissídio coletivo, incluindo o reajuste salarial de 4,09%, a possibilidade de compensação dos dias parados e a manutenção das 73 cláusulas do acordo coletivo, conforme informado pelo Sintect-SP.
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