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Sabão Ypê: veja quais produtos estão com lotes recolhidos devido a contaminação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária recomenda que os consumidores que possuam algum dos lotes entrem em contato com o SAC da empresa.

Fernanda Diniz

27 de novembro de 2025 às 17:55   - Atualizado às 19:05

Produtos Ypê.

Produtos Ypê. Foto: Reprodução

A Anvisa determinou nesta quinta-feira, 27 de novembro, o recolhimento de alguns lotes de produtos para lavar roupas devido à contaminação microbiológica.

De acordo com testes realizados pela própria fabricante, a Química Amparo Ltda. (CNPJ: 43.461.789/0001-90), foi identificada a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em determinados lotes. Os produtos afetados são:

Lava Roupas Líquido Ypê Express: lotes 170011, 220011, 228011, 203011, 181011, 169011, 205011 e 176011

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê: lotes 254031 e 193021

Lava Roupas Líquido Ypê Power Act: lotes 190021, 223021 e 228031

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A medida também suspende a comercialização, distribuição e uso desses lotes.

A Ypê informou, por meio de nota enviada ao Portal de Prefeitura, que está acompanhando o caso e adotando as medidas necessárias. Confira:

Nota da YPÊ:

A Química Amparo informa que a publicação da Anvisa está diretamente relacionada às análises realizadas pela própria empresa. Trata-se de uma medida preventiva e cautelar, aplicada a 14 lotes específicos de lava-roupas. A cia reforça que, segundo a autoridade sanitária e considerando as características normais de uso do produto (diluição em água e ausência de contato prolongado com a pele) o risco ao consumidor é considerado baixo.

A Química Amparo já havia identificado a necessidade do recolhimento e comunicado ao mercado, com informações divulgadas em todos os canais oficiais da marca.

Orientações da Anvisa

A agência recomenda que os consumidores que possuam algum dos lotes entrem em contato com o SAC da empresa. As vigilâncias sanitárias devem impedir que os produtos continuem sendo vendidos ou distribuídos.

Produto cosmético irregular
Além disso, foi determinado o recolhimento de todos os lotes do produto SMART HAIR MICRO - SMART GR, da empresa Klug Indústria Química e de Cosméticos Ltda. (CNPJ: 39.237.158/0001-15). O produto havia sido registrado como cosmético, mas apresenta características que permitem aplicação de forma invasiva, atingindo além da camada superficial de pele e cabelo. Por isso, está irregular.

Com a determinação, o uso, comercialização, distribuição, fabricação e propaganda do produto estão proibidos.

As resoluções completas foram publicadas no Diário Oficial da União.

Outras determinações da Anvisa 

A Anvisa recentemente publicou resoluções proibindo a fabricação, a distribuição, a importação, a comercialização, a propaganda e o uso de alguns medicamentos agonistas de GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”.

São medicamentos sem registro sanitário na Agência, ou seja, que não tiveram a qualidade, eficácia e segurança de uso avaliadas no Brasil.

Até o momento, as resoluções publicadas se aplicam aos produtos T.G. 5 (RE 4.030) ; Lipoless (RE 3.676) ; Lipoless Eticos (RE 4.641), Tirzazep Royal Pharmaceuticals (RE 4.641) e T.G. Indufar (RE 4.641).

As medidas foram motivadas pelo aumento das evidências de propaganda e comercialização irregulares das chamadas canetas emagrecedoras, inclusive na internet, o que é proibido para medicamentos no Brasil.

Dessa forma, as medidas foram editadas com o propósito de impedir o desvio de uso desses produtos, a fim de proteger a saúde da população.

Medicamentos sem registro no Brasil só podem ser importados de forma excepcional e para uso exclusivamente pessoal, mediante prescrição médica e o cumprimento de requisitos adicionais.

Porém, nos casos em que a Anvisa publica proibição específica, a importação, por qualquer modalidade, também fica suspensa.

É importante lembrar que, para os medicamentos aprovados no país, o detentor do registro é o responsável pela comercialização, pela disponibilidade do produto no mercado nacional e por intercorrências não previstas relacionadas com o uso do produto.

No Brasil, os medicamentos agonistas de GLP-1 estão sujeitos a prescrição médica, com retenção de receita.

O uso de medicamentos não aprovados no país dificulta a rastreabilidade em caso de eventos adversos à saúde e impossibilita a adoção de medidas regulatórias em relação aos produtos, caso necessário.

Nenhum medicamento pode ser comercializado no Brasil com orientações ou bula em língua estrangeira, o que implica riscos aos pacientes, como dificuldade de compreensão para o paciente e erros de administração.

Além disso, casos eventuais de falsificação, adulteração ou produto clandestino fogem à governabilidade brasileira, uma vez que o produto está sob regulação de outros países.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária

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