Renan Santos, candidato a presidência da República Foto: Reprodução
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) declarou, em entrevista ao Metrópoles nesta quarta-feira, 19 de agosto, ser favorável ao desenvolvimento de uma bomba atômica pelo Brasil e à retirada do país do Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), do qual o Brasil é signatário desde 1998. (Veja vídeo abaixo).
Segundo o candidato, a proposta estaria inserida em uma estratégia de fortalecimento da soberania nacional e não seria uma medida a ser adotada imediatamente, caso chegasse ao Palácio do Planalto.
Não é que vou começar o meu mandato fazendo isso, mas faz parte de um processo inevitável de retomada da soberania. O Brasil vai precisar trabalhar geopoliticamente para isso (desenvolver armas nucleares)”, afirmou.
Renan Santos relacionou a eventual produção de armamento nuclear à necessidade de ampliar o peso geopolítico brasileiro. Na avaliação apresentada pelo candidato, o país precisaria reunir maior capacidade militar para aumentar sua influência internacional.
O Brasil pleiteia entrar no Conselho de Segurança da ONU, mas não consegue dominar o crime organizado. Para exercer poder, o país vai precisar ter poder”, acrescentou.
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O candidato também afirmou que uma eventual decisão de desenvolver armas nucleares exigiria articulação com grandes potências, citando Estados Unidos e China. Ele defendeu ainda a participação brasileira em uma indústria bélica internacional.
Então, para ter a bomba atômica, será preciso avisar aos Estados Unidos e à China, que o país será um parceiro geopolítico estável, que está participando de uma indústria bélica internacional''.
O Brasil possui conhecimento tecnológico em diferentes etapas do ciclo do combustível nuclear, incluindo a extração de urânio e o enriquecimento. O país, contudo, não realiza todas as fases de maneira autônoma em escala industrial.
A tecnologia nuclear brasileira é empregada na produção de combustível para as usinas de Angra 1 e Angra 2. Atualmente, a utilização dessa capacidade possui finalidade pacífica, conforme estabelecido pela Constituição Federal.
A Marinha também mantém um programa nuclear que resultou no desenvolvimento de um reator nacional e está relacionado ao projeto do submarino de propulsão nuclear Álvaro Alberto. O lançamento da embarcação está previsto para 2038, após sucessivos adiamentos associados à falta de recursos.
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Além da proposta relacionada à política nuclear, o plano de governo de Renan Santos prevê medidas voltadas à integração entre países da América do Sul e à manutenção da autonomia brasileira diante das grandes potências.
Na área de segurança pública, o documento propõe a criação de um pacto interamericano de combate ao crime organizado, com liderança brasileira. Também estão previstas a implantação de um centro de operações na América Latina e a criação de um tribunal internacional especializado em crimes transnacionais.
O Brasil tem que ter uma força militar conjunta para combater o crime organizado junto com outros países da América do Sul”, afirmou o candidato.
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