Claúdia Gusmão. Foto: Divulgação
O Exército Brasileiro (EB) fez história ao indicar, pela primeira vez, uma mulher para promoção ao posto de general.
A coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho, de 57 anos, foi escolhida pelo Alto-Comando da Força em votação secreta realizada na quarta-feira, 24 de fevereiro.
Para que a oficial se torne oficialmente a primeira mulher general do Exército, a promoção precisa ser confirmada por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Tradicionalmente, o chefe do Executivo acolhe as indicações feitas pelo Alto-Comando. Outros oficiais também foram indicados e aguardam apreciação presidencial.
O cargo de general é a patente mais alta do Exército, integrando o círculo de Oficiais-Generais, responsáveis pelo comando de grandes unidades como brigadas, divisões e exércitos, e pelo planejamento estratégico da Força. Alcançar essa posição exige aproximadamente 35 anos de serviço.
Cláudia Gusmão ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996, construindo sua carreira na área de saúde militar.
Natural de Recife (PE), é formada em Medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE), com especialização em pediatria. Cláudia é casada e mãe de duas filhas.
Ao longo de sua trajetória, a coronel atuou como diretora do Hospital de Guarnição de Natal e do Hospital Militar da Área de Campo Grande, além de liderar o Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar e a Divisão de Perícias Médicas da Inspetoria de Saúde do Comando Militar do Nordeste, e outras funções.
A indicação da coronel marca a primeira vez que uma mulher é indicada ao posto de general nas Forças Armadas, reconhecendo a trajetória e experiência profissional em posições de comando dentro do Exército Brasileiro.
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No Brasil, o diploma superior na área não é requisito obrigatório para o exercício da profissão desde 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência prevista na legislação.
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