Goleiro Bruno é considerado foragido pela Justiça do RJ. Foto: Renata Caldeira/TJMG
A recente prisão do goleiro Bruno Fernandes, ocorrida no início de maio no Rio de Janeiro, provocou o encerramento definitivo de uma ação judicial que o atleta movia contra a Meta, empresa proprietária do Facebook e do Instagram.
A Justiça encerrou a ação sem dar um veredito sobre o caso porque a lei proíbe que pessoas presas processem alguém nos Juizados Especiais. Isso acontece porque esse tipo de tribunal exige que o autor do processo compareça pessoalmente às audiências, algo impossível para quem está na prisão.
Como o atleta descumpriu regras da condicional pelo homicídio de Eliza Samúdio e acabou capturado em São Pedro da Aldeia por estar foragido, sua limitação de locomoção tornou-se incompatível com as exigências da lei.
Antes de ser detido, Bruno teve dois pedidos para participar de forma virtual negados pelo magistrado.
A batalha jurídica havia começado em março, quando o goleiro acionou a Meta alegando que seu perfil profissional no Instagram havia sofrido um "apagão" técnico.
Segundo a defesa, a conta continuava ativa, mas enfrentava restrições severas de visibilidade que induziam o público brasileiro a acreditar que a página tinha sido desativada.
Com a extinção do processo atual, Bruno ainda poderá acionar a empresa novamente pelos mesmos motivos, contanto que ingresse com uma nova ação na Justiça comum.
O caso envolvendo o goleiro Bruno Fernandes de Souza e a modelo Elisa Samudio chocou o país e continua sendo referência quando se fala em crimes de grande repercussão no Brasil. Em 2010, Elisa, que tinha um relacionamento com Bruno e estava grávida de seu filho, desapareceu misteriosamente. Meses depois, investigações policiais revelaram que a jovem havia sido assassinada, e seu corpo nunca foi completamente localizado.
Bruno foi acusado de ordenar o sequestro e a morte de Elisa, com o objetivo de ocultar a gravidez e impedir que ele assumisse a paternidade. A Justiça mineira condenou o ex-goleiro a mais de 20 anos de prisão pelo homicídio qualificado e ocultação de cadáver, sentença que foi confirmada em instâncias superiores. Outros envolvidos no crime também receberam condenações, incluindo ex-funcionários do jogador.
O caso ganhou ampla cobertura da imprensa e gerou debates sobre violência contra a mulher, responsabilidade de figuras públicas e o papel das redes sociais na divulgação de casos criminais. O desaparecimento e morte de Elisa Samudio se tornaram símbolos da necessidade de políticas mais efetivas de proteção a mulheres em situação de vulnerabilidade.
Mesmo após anos, o caso continua presente na memória coletiva, sendo lembrado em reportagens, documentários e debates sobre segurança, justiça e direitos humanos. Para muitos, ele serve como alerta sobre os riscos do abuso de poder e da impunidade.
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A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social prestou suporte para os moradores atingidos, via Subprefeitura de Pirituba, que cadastrou 18 famílias no programa de auxílio aluguel.
Segundo a agência, a queda será possível após repactuação de dívidas das geradoras hidrelétricas com a utilização de áreas públicas, encargo conhecido como Uso de Bem Público (UBP)
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