Prefeita evangélica que nomeou 12 pastores como secretários tem quase 100% de rejeição Foto: Reprodução
A prefeita Adriane Lopes consolidou, ao longo de sua gestão, um plano de poder que entregou as chaves da capital sul-mato-grossense à cúpula da Igreja Assembleia de Deus Missões (IADMCG).
Porém, o domínio de 12 pastores sobre setores estratégicos e um orçamento de R$ 6,9 bilhões não foi suficiente para conter o descontentamento das ruas: Adriane é a gestora municipal do Brasil mais rejeitada entre as capitais.
Pesquisas realizadas em 2026 pelo instituto Ranking Brasil Inteligência indicam que a gestão é reprovada por 90% da população. Anteriormente, levantamentos dos institutos AtlasIntel e Veritá já haviam classificado a administração da prefeita Adriane Lopes (PP).
Um levantamento detalhado revela que a estrutura de poder da capital sul-mato-grossense conta hoje com ao menos 12 pastores em cargos de confiança, responsáveis por decidir o destino de um orçamento recorde de R$ 6,9 bilhões.
Diferente de gestões anteriores, a influência religiosa não se limita ao aconselhamento político, mas sim à execução orçamentária. O custo direto, apenas em salários de cargos comissionados ultrapassa R$ 130 mil por mês.
Isaac José de Araújo, atual Secretário Municipal de Fazenda, migrou diretamente da contabilidade interna da Igreja Assembleia de Deus para a gestão do Tesouro Municipal. Sob seu crivo passam todos os pagamentos e empenhos da capital.
A influência se ramifica para agências que regulam a vida cotidiana do cidadão. A Agereg (Agência de Regulação), é omandada pelo pastor Paulo da Silva. A Agetran, de Trânsito, é liderada pelo pastor Ciro Vieira Ferreira.
Somente estas duas autarquias controlam mais de R$ 100 milhões, gerindo desde a fiscalização de serviços públicos até a arrecadação de multas de trânsito.
A Secretaria de Saúde (Sesau), que detém o maior orçamento da cidade (R$ 2 bilhões), tornou-se um reduto de cargos estratégicos para a denominação. Quatro pastores operam em setores sensíveis de compras e suprimentos, como Julinei Herão Ferreira (Gerente Financeiro) e Fausto Azevedo Tlaes (Suprimentos).
Na Educação, o cenário se repete com o pastor Emerson Irala de Souza, que atua na fase preparatória de licitações, influenciando diretamente a aquisição de bens para a rede municipal.
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