Professor observando contra-cheque Foto: Reprodução/IA
O piso salarial nacional do magistério deve ter um aumento de 2,9% em 2026, de acordo com a fórmula atualmente em vigor, abaixo da inflação prevista de 3,5%. Isso significa que, se nenhuma mudança for feita, os professores terão perda real de poder de compra, reforçando críticas à regra vigente, considerada instável e pouco previsível por especialistas e gestores educacionais.
A Lei do Piso do Magistério, criada em 2008, determina que o reajuste anual seja baseado no crescimento do valor anual mínimo por aluno do Fundeb, mas a métrica gera flutuações fortes. Em anos de crescimento econômico, o aumento pode ser significativo; em anos de retração, como ocorreu durante a pandemia, os docentes podem ficar sem aumento algum.
Especialistas em educação alertam que a regra atual não protege os professores contra a inflação, especialmente em cenários de alta nos preços. Para 2026, a diferença entre o reajuste (2,9%) e a inflação projetada (3,5%) representa uma perda de cerca de 0,6 ponto percentual, prejudicando o poder de compra de quem já recebe salários abaixo da média de outras profissões com nível superior.
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que negocia com professores, estados e municípios uma nova fórmula de cálculo, que poderia considerar a inflação mais a média de crescimento do Fundeb nos últimos cinco anos ou alternativas como INPC mais 30% do próprio INPC, garantindo aumento real anual.
No entanto, estados e municípios resistem às mudanças. Redes maiores alegam dificuldades financeiras em períodos de queda de arrecadação e pedem contrapartidas do governo federal para viabilizar reajustes consistentes. Por outro lado, parte dos professores teme que a mudança reduza os ganhos futuros, já que a fórmula atual, apesar de instável, em anos recentes garantiu aumentos superiores à inflação.
Com a projeção atual, professores podem enfrentar perda de poder de compra em 2026, enquanto gestores e legisladores buscam uma solução que equilibre valorização docente, estabilidade orçamentária e segurança jurídica. Especialistas reforçam que uma revisão urgente da lei do piso é necessária para evitar que o magistério continue sendo prejudicado pela inflação e pela imprevisibilidade financeira.
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As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 21h30, no Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, pelo Brasileirão.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 19h30, no Maracanã, pelo Brasileirão.
O show acontece no Classic Hall, que é a maior casa de show da América Latina.
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