Ministro Flávio Dino e Lulinha, filho do presidente Lula Foto: Gustavo Moreno-STF/Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, foi definido por sorteio como relator do terceiro pedido de abertura de inquérito apresentado pela Polícia Federal (PF) para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A nova apuração tem como foco suspeitas de tráfico de influência envolvendo contratos firmados com a administração federal.
A solicitação da PF ocorre poucos dias após outra decisão relacionada ao caso. Na última sexta-feira, 31 de julho, o ministro André Mendonça autorizou a instauração de um segundo inquérito para aprofundar investigações sobre um suposto esquema de tráfico de influência junto ao governo federal.
Entre os investigados está o empresário Fábio Luís Lula da Silva.
O terceiro pedido encaminhado pela Polícia Federal concentra-se em um suposto trabalho de lobby envolvendo a empresa 3Structure, especializada em segurança de dados.
Conforme informações obtidas pela Jovem Pan, um dos contratos analisados prevê o pagamento de mais de R$ 31 milhões para a prestação de serviços de "ambiente analítico de dados" ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
O acordo foi firmado em dezembro de 2023 entre a pasta e a empresa. De acordo com os termos do contrato, a 3Structure receberia repasses mensais de R$ 783,3 mil durante um período de três anos, além de uma parcela única de R$ 2,9 milhões.
A definição de Flávio Dino como relator ocorre porque o ministro passou a integrar o Supremo Tribunal Federal (STF) em 22 de fevereiro de 2024, após ser indicado pelo presidente Lula para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria da ministra Rosa Weber.
Com a distribuição do novo procedimento, caberá ao relator analisar os pedidos apresentados pela Polícia Federal durante a fase inicial da investigação.
O inquérito busca esclarecer se houve eventual utilização de influência política para beneficiar contratos firmados pela empresa junto ao governo federal. Até o momento, o caso permanece em fase de investigação, sem conclusão sobre a existência de irregularidades.
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