Médicos realizando cirurgia em bebê no útero. Foto: Reprodução/Hospital Moinho de Vento.
Um hospital de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, realizou uma cirurgia no coração de um bebê de 29 semanas, aproximadamente 7 meses, ainda no útero materno. O procedimento, considerado raro, ocorreu pela primeira vez na instituição e teve como objetivo evitar complicações graves após o nascimento.
A alteração foi descoberta durante um exame morfológico feito pela gestante, Jéssica Peruzzo. Os médicos detectaram uma atresia de valva pulmonar, condição que impede a passagem adequada de sangue e pode comprometer o desenvolvimento do lado direito do coração. Sem intervenção, o caso poderia evoluir para hipoplasia, quadro que afeta a capacidade do órgão de enviar sangue aos pulmões.
Após receber o diagnóstico, a gestante passou por um período de acompanhamento até a definição da data da cirurgia. Ela relatou que o apoio da equipe ajudou a enfrentar esse momento com mais tranquilidade.
A cirurgia aconteceu em 29 de outubro e reuniu obstetras, cardiologistas intervencionistas e um anestesista. A equipe utilizou uma técnica percutânea que permite acessar a válvula obstruída por meio de uma agulha.
A partir disso, foi possível introduzir um cateter para restabelecer o fluxo na artéria pulmonar e favorecer o desenvolvimento cardíaco do feto. Os profissionais informaram que o resultado foi positivo e que a técnica buscou reduzir o risco de complicações após o nascimento.
Depois da cirurgia, a gestante apresentou boa recuperação. Os novos ultrassons indicaram melhora significativa no coração do feto, demonstrando que o problema havia sido corrigido.
A atresia de valva pulmonar ocorre quando a válvula responsável por levar sangue aos pulmões não se desenvolve corretamente. Já a hipoplasia do ventrículo direito é uma condição rara em que parte do coração permanece subdesenvolvida durante a gestação.
Um estudo recente, conduzido por graduandos do curso de Odontologia da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), trouxe à luz evidências importantes sobre o uso de tecnologia avançada em cirurgias orais. A pesquisa avaliou especificamente a recuperação de pacientes submetidos à gengivectomia, um procedimento crucial na odontologia. Em primeiro lugar, a gengivectomia é indicada para remover o excesso de tecido gengival e, além disso, corrigir diversas alterações anatômicas na cavidade oral, sendo um procedimento comumente procurado por razões estéticas e funcionais.
Neste sentido, o cerne da pesquisa foi a comparação entre a técnica tradicional e uma alternativa de alta tecnologia. O estudo identificou que a técnica realizada com laser de alta potência LightWalker apresenta resultados clínicos superiores quando comparada ao método tradicional, que utiliza o bisturi.
Desafios da Técnica Clássica e a Vantagem do Laser
A gengivectomia clássica, apesar de ser um procedimento eficaz, é realizada sob anestesia local e envolve incisões com bisturi para a remoção parcial ou total da gengiva comprometida. No entanto, o procedimento costuma gerar consideráveis desconfortos para o paciente no período pós-operatório. Tais desconfortos incluem dor intensa, sangramento, inflamação local e, consequentemente, dificuldade de alimentação, fatores que podem comprometer tanto a recuperação quanto o bem-estar geral dos pacientes.
Por outro lado, o estudo destaca que a alternativa que utiliza o laser de alta potência vem conquistando espaço rapidamente na prática clínica. Isso ocorre porque o laser permite cortes mais precisos e controlados por meio da emissão de radiação estimulada. De acordo com a tutora do curso de Odontologia da FPS e uma das orientadoras do trabalho, Leila Coimbra, essa emissão de radiação possibilita a ablação, vaporização e coagulação tecidual imediata. Assim sendo, "o efeito térmico do laser reduz significativamente a invasividade e tende a minimizar sangramentos e dores", explicou Leila Coimbra, reforçando os benefícios diretos ao paciente.
Conforto e Recuperação Acelerada
Os resultados clínicos observados no estudo são notavelmente positivos para a técnica a laser. De acordo com a pesquisa, os pacientes tratados com o laser relataram uma menor intensidade dolorosa e a ausência total de sangramento tanto durante quanto após o procedimento. Adicionalmente, foi notado um menor tempo cirúrgico e uma reduzida necessidade de analgésicos no período de convalescença.
Outro benefício crucial apontado pelos participantes foi o maior conforto na alimentação durante o período de recuperação. Estes benefícios, em conjunto, reforçam o potencial da tecnologia a laser para revolucionar a prática odontológica, tornando procedimentos que antes eram mais incômodos, mais rápidos e toleráveis.
Próximos Passos para a Consolidação Científica
Apesar dos resultados extremamente positivos e da clareza dos benefícios demonstrados, os autores do estudo ressaltam que a pesquisa atual exige cautela e continuidade. Eles enfatizam que o número reduzido de participantes requer a realização de novos estudos com amostras maiores e maior diversidade de casos clínicos.
Além disso, será necessário um acompanhamento dos pacientes a longo prazo para monitorar a estabilidade dos resultados obtidos. Portanto, a expectativa da comunidade acadêmica e clínica é consolidar a aplicabilidade da gengivectomia a laser em diferentes contextos da odontologia, confirmando de forma definitiva e abrangente seus benefícios em grande escala, e garantindo que a inovação seja incorporada ao padrão de cuidado odontológico.
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