Juiz autista. Foto: Reprodução/Instagram
Na quinta-feira, 27 de novembro, o juiz e professor Alexandre Morais da Rosa assumiu o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ/SC). O juiz recebeu diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1 já na vida adulta.
Com 27 anos de magistratura, Alexandre formou sua base acadêmica na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde concluiu graduação e mestrado em Direito. Mais tarde, obteve o título de doutor pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Ao longo das últimas décadas, ele atuou em diferentes regiões de Santa Catarina, passando por comarcas como São José, Criciúma, Balneário Camboriú, Itajaí, Joinville e Florianópolis. Também exerceu funções estratégicas, como juiz auxiliar da presidência do TJ/SC e juiz instrutor junto a gabinete de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Em 2019, Alexandre passou a integrar a 3ª Turma Recursal e, em 2023, assumiu o cargo de juiz de 2º grau, experiência que antecedeu a atual promoção ao desembargo.
O diagnóstico de TEA foi confirmado em 2021, após avaliações conduzidas por profissionais da psiquiatria e da psicologia. Segundo o magistrado já relatou em entrevistas, a identificação tardia ajudou a compreender padrões pessoais de funcionamento, especialmente em tarefas que envolvem interação constante e trabalho coletivo.
Ele utiliza um cordão de identificação de deficiência não visível em sessões e eventos institucionais, como forma de facilitar a comunicação e promover acessibilidade.
Além do trabalho no Judiciário, Alexandre atua como professor universitário e autor de obras jurídicas reconhecidas. Durante participação no Encontro Brasileiro da Advocacia Criminal, em 2023, ele explicou como a memória registra acontecimentos do cotidiano.
O magistrado destacou que fatores como atenção, envolvimento emocional e contexto influenciam diretamente o modo como cada pessoa organiza e reproduz experiências.
Para ele, compreender essas nuances é essencial em situações de colheita de depoimentos, já que “a memória é um fator de risco para o agravamento de erros”, observação que reforça a importância de critérios técnicos na análise de testemunhos.
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