Investigação em cinco estados apura ligação do PCC com esquema no setor de combustíveis Foto: Divulgação e Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal fazem uma operação nesta quinta-feira, 28 de maio, em São Paulo, no Paraná, em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Rio de Janeiro para investigar a infiltração do Primeiro Comando do Crime (PCC) no setor de combustíveis. O objetivo é desmontar um esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor.
O foco principal das autoridades é sobre seis fintechs – que atuam como bancos paralelos – e também para comprovar a adulteração de combustível com uso de solvente (nafta).
A operação tem o nome de Fluxo Oculto e é uma nova fase da Carbono Oculto, que revelou o avanço do crime organizado no mercado de combustíveis, instituições de pagamento e de investimentos.
As investigações do Ministério Público de São Paulo identificaram que as seis fintechs alvos da operação formaram um núcleo que funciona com compensações financeiras internas entre distribuidoras e postos de combustíveis e fundos de investimentos administrados pelo PCC.
A facção criminosa atua também no desvio de nafta petroquímico para terminais e postos de combustíveis, criando uma estrutura forte para venda de solventes a empresas fantasmas.
Estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão, com apoio dos Gaecos, dos ministérios públicos do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Paraná.
A Operação Fluxo Oculto, desdobramento da Operação Carbono Oculto deflagrado nesta quinta-feira, 28, identificou que quatro fundos de investimento suspeitos de integrar um esquema de desvio de nafta ligado ao PCC acumulam patrimônio estimado em R$ 205 milhões.
Segundo o Ministério Público, os fundos registraram crescimento superior a 200% em pouco mais de um ano e integravam um robusto núcleo financeiro usado pela facção para movimentações internas entre distribuidoras e postos de combustíveis, transações entre empresas e fundos de investimento.
Ao todo, a operação cumpre 59 mandados de busca e apreensão em empresas e residências de cinco Estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A ofensiva mobiliza cerca de 135 auditores-fiscais, analistas tributários e servidores da Receita Federal, além de dezenas de agentes das forças de segurança que atuam em apoio à operação.
Agência Brasil
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