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Governo Lula fecha 2025 com dívida pública recorde de R$ 8,5 trilhões

O crescimento da dívida pública e os juros elevados têm efeitos diretos sobre o crédito, o crescimento econômico e a prestação de serviços públicos.

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29 de dezembro de 2025 às 13:37   - Atualizado às 13:45

Lula e Fernando Haddad.

Lula e Fernando Haddad. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil encerra 2025 com um recorde histórico da dívida pública nominal, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal e pelo Banco Central. O endividamento do país alcançou aproximadamente R$ 8,5 trilhões, equivalente a 78,3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados da Receita. Já o setor público consolidado atingiu R$ 9,75 trilhões, conforme cálculos do Banco Central.

Especialistas apontam que o cenário atual é desafiador, com a manutenção da taxa Selic elevada e dificuldades na contenção de despesas públicas, o que agrava a pressão sobre as contas do governo.

Crescimento acelerado da dívida e despesas públicas

Segundo o Instituto Fiscal Independente (IFI), o aumento da dívida está ligado ao crescimento das despesas primárias obrigatórias, incluindo saúde, educação e previdência. Além disso, o reajuste do salário mínimo acima da inflação contribui para o aumento dos gastos sociais e do efeito cascata sobre outros programas.

O governo tenta conter o crescimento da dívida com o chamado arcabouço fiscal, que substituiu o antigo teto de gastos em 2023. No entanto, especialistas apontam que a flexibilização do arcabouço, retirando parte das despesas da meta de resultado primário, dificulta a contenção do endividamento.

Fatores que impactam o endividamento

De acordo com o Ministério da Fazenda, alguns eventos explicam o crescimento da dívida:

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  • Pagamento de precatórios herdados da gestão anterior;
  • Compensações aos Estados pela redução do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo em 2022;
  • Despesas emergenciais com enchentes no Rio Grande do Sul no ano passado.

Por outro lado, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirma que o principal responsável pelo aumento da dívida continua sendo a taxa de juros Selic, que atualmente está em 15% ao ano, o maior patamar dos últimos 20 anos. Segundo a ministra, juros altos comprometem recursos do orçamento e dificultam investimentos em serviços públicos e programas sociais.

Impactos para a economia e a população

O crescimento da dívida pública e os juros elevados têm efeitos diretos sobre o crédito, o crescimento econômico e a prestação de serviços públicos. Analistas alertam que, se a situação não for revertida, o país poderá enfrentar desafios ainda maiores nos próximos anos, incluindo pressões fiscais sobre novos gastos e dificuldade em manter investimentos estratégicos.

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