Saiba como funciona o botão de contestação e como recuperar seu dinheiro em até 11 dias. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, acaba de ganhar uma das maiores atualizações de segurança desde sua criação. A partir de 23 de novembro de 2025, entrou em vigor o Mecanismo Especial de Devolução (MED) 2.0, uma ferramenta que permite rastrear e recuperar valores desviados por golpistas, mesmo após o dinheiro ter sido transferido para outras contas. Essa mudança é uma resposta direta ao aumento exponencial de fraudes envolvendo o Pix, que já ultrapassam 400 mil casos por mês no país.
Antes, a devolução só podia ser feita a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os golpistas costumam sacar ou transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, dificultando o rastreamento e a recuperação dos valores. Com o MED 2.0, o sistema passa a rastrear o caminho completo do dinheiro, identificando todas as contas envolvidas na operação fraudulenta. Isso significa que, mesmo que o dinheiro tenha sido transferido para várias contas, há uma chance maior de bloqueio e devolução efetiva.
Uma das novidades mais impactantes do MED 2.0 é o botão de contestação, disponível diretamente nos aplicativos dos bancos e instituições financeiras. Esse botão permite que o usuário conteste uma transação suspeita de fraude, golpe ou coerção de forma totalmente digital, sem a necessidade de contato com um atendente. Ao acionar o botão, a informação é instantaneamente repassada ao banco do golpista, que deve bloquear os recursos existentes na conta. Segundo o Banco Central, também podem ocorrer bloqueios parciais, dependendo do saldo disponível.
O processo é simples: o usuário entra no aplicativo do banco, localiza a transação suspeita e aciona o botão de contestação. Em seguida, é necessário informar o motivo do pedido (fraude ou golpe) e acompanhar o status da solicitação. O banco do golpista recebe a notificação e inicia o bloqueio dos recursos. A devolução pode ocorrer em até 11 dias após a contestação, desde que haja saldo disponível nas contas envolvidas.
É importante entender que o MED 2.0 não é um “botão de cancelamento” para qualquer arrependimento. Ele possui regras estritas de uso e só pode ser acionado em situações de fraude comprovada, golpes ou coerção. Casos de desacordos comerciais, arrependimento do usuário ou erros no envio do Pix (como erro de digitação de chave) não se enquadram nas regras do MED. Além disso, o mecanismo não pode ser usado para envio de Pix para a pessoa errada por erro do próprio usuário pagador.
As situações em que o MED pode ser solicitado incluem:
As novas regras do Pix têm o potencial de desestimular golpistas e fortalecer a proteção dos usuários. O Banco Central espera que o compartilhamento de informações sobre contas usadas em fraudes ajude a impedir que essas contas sejam utilizadas em novos golpes. Além disso, o rastreamento avançado do dinheiro desviado aumenta as chances de recuperação dos valores, tornando o sistema mais seguro e confiável.
No entanto, é importante ressaltar que o MED 2.0 não garante a devolução dos valores em todos os casos. Em algumas situações, pode ocorrer uma devolução parcial ou até mesmo nenhuma devolução, dependendo do saldo disponível nas contas envolvidas. O que o mecanismo oferece é um processo mais robusto e refinado, que aumenta significativamente as chances de recuperação total dos valores, fortalecendo tanto a proteção às vítimas quanto a credibilidade do sistema de pagamentos.
Com o aumento das fraudes envolvendo o Pix, é fundamental que os usuários adotem medidas de segurança para proteger seus recursos. Algumas dicas importantes incluem:
As novas regras do Pix representam um passo importante na estratégia do Banco Central para reduzir fraudes e golpes envolvendo a ferramenta de pagamentos instantâneos. A expectativa é que, com o tempo, o sistema se torne ainda mais seguro e eficiente, oferecendo maior proteção aos usuários e fortalecendo a confiança no ecossistema financeiro digital brasileiro.
3
08:59, 13 Fev
25
°c
Fonte: OpenWeather
O valor mínimo do Bolsa Família corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 690,01.
Sorteio de 12/02 não teve ganhador dos sete números e distribuiu prêmios para milhares de apostas nas demais faixas.
Sorteio de quinta-feira em São Paulo não tem ganhadores em sete e seis acertos e mantém valor acumulado.
mais notícias
+