'Falta de caráter do governo', diz apresentador Ratinho sobre reajuste no preço dos medicamentos Foto: Reprodução
O apresentador Ratinho, fez duras críticas ao reajuste nos impostos sobre medicamentos durante a transmissão de seu programa no SBT. A declaração repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a carga tributária no país, especialmente em itens essenciais.
Ao comentar o aumento, Ratinho afirmou: “Como o governo brasileiro gosta de imposto, aumentar medicamentos no momento em que falta dinheiro até pra comprar comida é falta de caráter, sabia disso?”. A fala foi feita em tom de indignação e direcionada à política tributária do governo Lula que incide sobre produtos farmacêuticos.
Em tom crítico, ele também destacou o impacto direto no bolso dos consumidores: “Você entra numa farmácia, na hora que você vai pagar a conta, você pode até ter um infarto. É tudo muito caro.”
O reajuste anual no preço dos medicamentos no Brasil para 2026 foi definido com um teto médio de até 2,47%, o menor índice registrado nos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, que ficou em 3,81%. A medida foi estabelecida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável pela regulação econômica do setor farmacêutico no país.
A portaria com os novos índices foi publicada no dia 31 de março e segue as diretrizes previstas na legislação vigente. Apesar da autorização, os aumentos não são automáticos. Na prática, fabricantes e farmácias podem optar por aplicar reajustes menores, ou até mesmo manter os preços atuais, dependendo das condições de mercado e do nível de concorrência entre as empresas.
O modelo de regulação brasileiro busca equilibrar dois pontos centrais: a proteção do consumidor contra preços abusivos e a sustentabilidade da indústria farmacêutica, garantindo o fornecimento contínuo de medicamentos. O reajuste ocorre anualmente e segue a metodologia definida pela Lei 10.742/2003, que regula o setor.
De acordo com a Anvisa, que atua como secretaria-executiva da CMED, o cálculo do reajuste parte da inflação medida pelo IPCA, com desconto relacionado aos ganhos de produtividade da indústria. Esse mecanismo permite que parte da eficiência do setor seja repassada à população, resultando em aumentos mais moderados.
Para 2026, foram definidos três níveis máximos de reajuste, conforme o grau de concorrência no mercado:
Algumas categorias, no entanto, seguem regras específicas e não entram nesse modelo, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e certos produtos isentos de prescrição com alta competitividade.
A redução consecutiva dos índices desde 2023 contrasta com anos anteriores, quando os reajustes chegaram a ultrapassar 10%. Segundo especialistas, a tendência reforça o papel da regulação na contenção de aumentos expressivos e na ampliação do acesso da população a medicamentos essenciais.
A CMED é composta por diferentes órgãos do governo federal, incluindo os ministérios da Saúde, da Fazenda, da Justiça e da Casa Civil, além do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O objetivo do colegiado é garantir maior transparência, previsibilidade e equilíbrio nas decisões que impactam diretamente o bolso dos brasileiros.
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