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Delegado e policiais civis são PRESOS por suposto envolvimento com o PCC

Outras duas pessoas também foram detidas, enquanto dois investigados, incluindo um outro policial civil, seguem foragidos.

Everthon Santos

17 de dezembro de 2024 às 09:24   - Atualizado às 09:24

Delegado preso por envolvimento com o PCC.

Delegado preso por envolvimento com o PCC. Foto: Divulgação

Uma operação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) resultou, nesta terça-feira, 17 de dezembro, na prisão de um delegado e três policiais civis acusados de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Outras duas pessoas também foram detidas, enquanto dois investigados, incluindo um policial civil, seguem foragidos.

De acordo com as investigações, os agentes públicos são suspeitos de integrar um esquema criminoso que envolvia a manipulação de informações sigilosas, venda de proteção a membros do PCC e favorecimento à lavagem de dinheiro da facção.

O esquema teria como um dos pilares o desvio de bens apreendidos e a aquisição de imóveis por meio de intermediários ou empresas de fachada.

As apurações apontam ainda que os policiais garantiam proteção aos criminosos ao vazar informações de investigações em andamento e colaborar diretamente com as atividades ilegais do grupo.

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A Justiça determinou a prisão temporária dos investigados, além de realizar buscas e apreensões em endereços ligados ao esquema. Outras medidas cautelares, como o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens, também foram decretadas.

Um dos principais alvos da operação é o delegado Fabio Baena, preso após ter sido mencionado pelo delator Vinícius Gritzbach em uma colaboração premiada. Gritzbach, que foi assassinado em 8 de novembro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, acusava Baena de extorsão. Na ocasião, o delegado comandava uma investigação em que o delator era apontado como responsável pela morte de dois integrantes do PCC.

A operação é fruto do cruzamento de várias investigações relacionadas à facção criminosa, incluindo a execução do delator, que teria exposto detalhes comprometedoras sobre as relações entre autoridades policiais e o PCC.

Segundo o MP-SP, há indícios robustos de que o esquema criminoso envolvia a corrupção de agentes públicos para facilitar operações de lavagem de dinheiro e proteger atividades ilícitas.

Os detidos, conforme o nível de participação nos crimes, devem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e ocultação de capitais. As penas, somadas, podem chegar a 30 anos de prisão. A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo também acompanha o caso, buscando responsabilizar os agentes envolvidos.

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