Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Metrópoles
Durante uma entrevista concedida à CNN Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve um momento de forte exaltação ao comentar as acusações que enfrenta no Supremo Tribunal Federal, incluindo tentativa de golpe de Estado. Visivelmente abalado, Bolsonaro elevou o tom de voz, gritou, usou palavrões e criticou duramente as decisões judiciais relacionadas aos condenados pelos atos do 8 de janeiro. (Veja vídeo abaixo)
“Agora querem me prender por tentativa de golpe. Que golpe, porra! Que golpe! Que golpe é esse? Sem tropa, sem armas, sem Forças Armadas, sem nada! Um coitado na rua! Um coitado na rua! Mulher idosa presa, 17 anos de cadeia, uma covardia o que fazem com essas pessoas. Querem me justificar e prendendo 43 anos de cadeia! Será que as pessoas que estão me julgando não têm o mínimo de consciência, o mínimo de consciência”, disse Bolsonaro, em tom exaltado.
Diante da situação, o jornalista da CNN precisou interromper a entrevista alegando limitações da grade de programação.
“Presidente, eu peço perdão por interrompê-lo. Gostaria de continuar aqui, mas eu tenho que passar daqui a pouco o jornal para um outro jornal. E não atrasar aqui a grade da TV”, afirmou o apresentador ao vivo.
Veja vídeo:
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu na segunda-feira, 14 de julho, ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista.
A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, por volta das 23h45, e faz parte das alegações finais, a última fase antes do julgamento dos acusados, que deve ocorrer em setembro deste ano.
No documento, que tem 517 páginas, o procurador-geral, Paulo Gonet, defende que Bolsonaro e os demais réus sejam condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
As penas máximas para os crimes passam de 30 anos de prisão.
Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação dos seguintes réus:
Em caso de condenação, Cid deverá ter a pena suspensa devido ao acordo de delação premiada assinado com a Policia Federal (PF) durante as investigações.
Na manifestação, o procurador-geral descreveu o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista.
Segundo ele, Bolsonaro figura como líder da organização criminosa e foi o “principal articulador e maior beneficiário” das ações para tentar implantar um golpe de Estado no país em 2022.
Nas palavras de Gonet, o ex-presidente instrumentalizou o aparato estatal e operou em “esquema persistente” de ataque às instituições públicas e ao processo sucessório após o resultado das eleições presidenciais.
“Com o apoio de membros do alto escalão do governo e de setores estratégicos das Forças Armadas, mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias”, disse o procurador.
Com a apresentação da manifestação da PGR, começa a contar o prazo de 15 dias para que a defesa de Mauro Cid, delator na investigação, apresente suas alegações finais ao STF.
Em seguida, será a vez das defesas dos réus apresentarem suas alegações no mesmo prazo.
Após receber todas as manifestações, a data do julgamento será marcada pela Primeira Turma da Corte.
Nos bastidores do STF, a expectativa é de que o julgamento seja realizado em setembro deste ano.
1
2
3
4
04:10, 06 Mar
26
°c
Fonte: OpenWeather
Iniciativa do governo oferece incentivo financeiro para alunos do ensino médio público inscritos no CadÚnico.
Volkswagen domina as duas primeiras posições do ranking de SUVs mais vendidos, seguida pelo Hyundai Creta no mercado brasileiro.
Ambientes digitais como Aprenda Mais, AVAMEC e Plafor reúnem cursos para docentes da educação básica, técnica e tecnológica.
mais notícias
+