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Brasil tem a maior queda em número de nascimentos em mais de três décadas, diz IBGE

Segundo o órgão, esse é o sexto ano consecutivo de queda da natalidade no país.

Ricardo Lélis

10 de dezembro de 2025 às 16:31   - Atualizado às 16:31

Gravidez.

Gravidez. Foto: Reprodução

O Brasil registrou uma queda expressiva no número de nascimentos no ano passado, segundo revelam novos números do Registro Civil divulgados nesta quarta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o instituto, a queda ocorrida em 2024 superou as projeções; foi de 5,8% em relação ao ano anterior - a maior registrada desde o início dos anos 1990.

De acordo com os dados, no ano de referência de 2024, foram feitos 2.442.726 registros de nascimentos em cartórios no Brasil, 146.366 a menos do que em 2023.

É o sexto ano consecutivo de queda da natalidade. Mas a redução registrada no ano passado foi maior do que a de 2020 (4,7%), quando o País enfrentava a pandemia de Covid-19; e do que a de 2016 (5,1%), quando um surto de Zika resultou no nascimento de crianças com má formação.

Os técnicos do IBGE não sabem explicar exatamente por que a queda foi tão acentuada - isso ainda depende da divulgação de microdados do Censo 2022 que estão atrasados.

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Mas explicam que o resultado segue a tendência da queda da natalidade (número de nascimentos), da redução da fecundidade (número de filhos por mulher) e do envelhecimento da população. De acordo com as projeções do próprio IBGE, em 2042 a população brasileira começará a diminuir.

Um outro fator é a redução da maternidade na adolescência (de 20,8% para 11,3%, nos últimos 20 anos) e o fato de muitas mulheres estarem adiando a maternidade.

De fato, segundo os novos números, em 2004, cerca de 52% dos nascimentos eram de mães com até 24 anos de idade. Em 2024, essa proporção caiu para 34,6%.

Ou seja, as mulheres estão esperando mais tempo para serem mães, o que pode alterar os indicadores momentaneamente.

Da mesma forma, os números do Registro Civil revelam um aumento significativo do número de mortes anuais. Em 2024 foi registrado um aumento de 4,6% nos óbitos, o que significa, em números absolutos, um acréscimo de 65.811 registros em relação a 2023. A expectativa de vida no País é de 76,6 anos.

Considerando a natureza do óbito, em 2024, 90,9% das mortes foram classificadas como por causas naturais; 6,9%, por causas externas; e, em 2,2% delas, não foi possível obter informação.

O aumento ocorreu em todas as regiões. De acordo com os especialistas, o aumento já era esperado e está diretamente relacionado ao envelhecimento da população.

Estadão Conteúdo

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