Lula em Pernambuco. Foto: Reprodução
A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Pernambuco, nesta quinta-feira, 14 de agosto, não foi marcada apenas por recepções oficiais e compromissos institucionais.
Em pleno reduto eleitoral petista, o clima nas ruas expôs insatisfações populares: movimentos sociais e servidores públicos aproveitaram a presença do presidente para cobrar promessas não cumpridas e melhorias urgentes.
Logo nas primeiras horas do dia, protestos foram registrados em diferentes pontos do Recife. Na BR-101, manifestantes da Ocupação Roda Engenho bloquearam a via na altura do bairro Engenho do Meio, incendiando objetos e interrompendo o tráfego. O grupo cobra melhores condições de moradia e exige um posicionamento direto de Lula sobre a situação das ocupações urbanas.
No centro da cidade, o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) realizou nova manifestação, desta vez em frente à sede da Caixa Econômica Federal, em Santo Amaro, também como forma de pressionar o governo federal sobre políticas habitacionais.
A insatisfação não veio apenas da população. Em paralisação de 24 horas, iniciada na noite de quarta (13), os metroviários cruzaram os braços contra a tentativa de privatização do Metrô do Recife. A greve foi deliberada em assembleia e articulada para coincidir com a visita do presidente, como forma de aumentar a pressão. O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), com apoio da FENAMETRO, lançou uma campanha nacional de mídia contra a privatização, espalhando outdoors e painéis de LED pela cidade com frases incisivas.
Segundo os organizadores, o objetivo da mobilização é cobrar do governo federal investimentos públicos para recuperação e ampliação do sistema, alertando que a privatização pode resultar em tarifas mais altas e serviços precários, como já ocorreu em outras capitais.
As manifestações e a greve ocorreram em um momento simbólico: o retorno de Lula a um estado onde obteve vitórias expressivas nas urnas.
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