Humberto Costa e Davi Alcolumbre. Foto: Divulgação
O senador Davi Alcolumbre (União-AP), considerado o favorito para assumir a presidência do Senado Federal em 2025, se comprometeu a não pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em um aceno direto à bancada de senadores do Partido dos Trabalhadores (PT).
Essa promessa vai contra uma das principais bandeiras da direita no Senado, que busca abrir espaço para questionamentos contra os magistrados do STF, principalmente sob a alegação de contenção de supostos excessos da corte em decisões controversas.
O senador Humberto Costa (PT-PE), um dos principais articuladores do partido, declarou que a bancada tem se mostrado preocupada com as diretrizes que Alcolumbre pode adotar caso assuma a liderança do Senado.
De acordo com o petista, Alcolumbre foi “peremptório” ao assegurar que pedidos de impeachment de ministros do Supremo não terão andamento em sua gestão, deixando claro que essa pauta “não faz parte do jogo” que pretende seguir no Senado.
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado, Beto Faro (PT-PA), afirmou que a sigla apoiará a candidatura de Davi Alcolumbre para a presidência da Casa. A escolha da nova Mesa Diretora está prevista para fevereiro do ano que vem.
Favorito para ocupar o cargo, Alcolumbre presidiu o Senado entre 2019 e 2021 e tem o apoio do atual presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O anúncio formal do PT vai ocorrer na próxima semana, afirmou Faro.
Segundo o parlamentar paraense, esse "é um apoio que a muito vinha sendo alinhado, e que agora se definiu de forma mais concreta com todos os detalhes definidos e de acordo com ambas as partes".
Contando com o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Alcolumbre já tem apoio formal de seis legendas: União Brasil, partido do senador do Amapá, PL, PP, PSB e PDT. Somados, são 44 integrantes da Casa.
Outro partido que deve apoiar Alcolumbre é o Republicanos, que tem quatro representantes no Senado. Caso o partido confirme a aliança, a candidatura do parlamentar terá o apoio formal de 48 senadores, sete a mais que o número necessário para vencer a eleição interna - 41.
A sigla de Pacheco, PSD, ainda não anunciou apoio formal ao senador, bem como MDB, Podemos, PSDB e Novo, que, somados, têm 33 senadores.
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