Lula e Maduro apertando as mãos. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O salário mínimo na Venezuela está congelado em 130 bolívares por mês desde março de 2022, valor que hoje equivale a apenas US$ 1, conforme a taxa oficial do Banco Central da Venezuela (BCV) em 9 de agosto de 2025.
Na época em que o último reajuste foi feito, o montante correspondia a aproximadamente US$ 30 mensais.
Embora o salário básico incida sobre benefícios trabalhistas, como férias, liquidação e participação nos lucros, ele não tem acompanhado a inflação galopante do país, afetando diretamente o poder de compra dos trabalhadores.
Para complementar a renda, o governo venezuelano concede bônus mensais que, somados, podem chegar a até US$ 160. Entre esses pagamentos estão o auxílio-alimentação, de US$ 40, e a chamada “renda de guerra econômica”, que corresponde a US$ 120. Contudo, esses valores são pagos pela taxa oficial do BCV e não entram no cálculo dos benefícios trabalhistas.
O custo de vida, por sua vez, está muito acima do salário mínimo e dos bônus governamentais. A cesta básica, principal referência para o sustento das famílias, custava em abril de 2025 o equivalente a US$ 503,73, valor inacessível para a maioria dos trabalhadores.
Organizações sociais como a ONG Provea destacam que a Constituição venezuelana determina que o Estado deve garantir uma renda suficiente para uma vida digna, ajustada ao custo da cesta básica. Entretanto, a realidade aponta para um cenário em que os salários e benefícios oficiais estão muito distantes dessa garantia.
O governo, por sua vez, justifica o congelamento do salário mínimo e a política de bônus como parte de uma “estratégia inovadora” para enfrentar a chamada guerra econômica, o bloqueio e as sanções internacionais, além de buscar conter a inflação descontrolada que afeta o país.
Especialistas, porém, alertam que o atual modelo tem se mostrado insuficiente para garantir o bem-estar da população e exigem a adoção de medidas que promovam o reajuste real dos salários e a proteção dos direitos trabalhistas.
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