Ministro do STF, Dias Toffoli Foto: Carlos Moura/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, anulou todos os atos da Operação Lava Jato e do então juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro, contra o ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, por ausência de Justa Causa.
A ordem do ministro também tranca uma ação penal que tramitava na Justiça Federal de São Paulo.
O ex-ministro pedia que fosse contemplado, por extensão, de uma determinação de Toffoli que declarou nulos os atos da operação contra o advogado Guilherme de Salles Gonçalves - alvo de duas ações da Polícia Federal em investigações decorrentes da Lava Jato.
Na decisão que anulou as condenações contra o Paulo Bernardo, Dias Toffoli mencionou o conluio entre o então juiz Sérgio Moro, que hoje é senador, e procuradores do Ministério Público Federal.
Para o ministro, houve um “prévio acerto entre acusação e magistrado para deflagração de operações policiais” contra Gonçalves e Bernardo.
“Diante de condição objetiva que macula de nulidade os atos processuais praticados em desfavor do requerente, é inegável a identidade de situações jurídicas”, escreveu Toffoli.
O ministro já tinha anulado o uso de provas do acordo de leniência da Odebrecht contra Paulo Bernardo em 2023, em uma ação penal no Rio Grande do sul, por supostas práticas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro ligadas a contratos da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre.
Anulação Palocci
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou no dia 19 de fevereiro deste ano, todas as provas e processos contra o ex-ministro Antônio Palocci (Governos Lula e Dilma) na Operação Lava Jato.
Foi decretada a "nulidade absoluta de todos os atos praticados" contra o ex-ministro nas investigações e ações da Lava Jato, inclusive na fase pré-processual.
Toffoli estendeu a Palocci decisões que beneficiaram o presidente Lula, os empresários Marcelo Odebrecht Raul Schmidt Felippe Júnior e Léo Pinheiro e o ex-governador paranaense Beto Richa (PSDB).
O ministro afirmou que o "método" usado pelo ex-juiz Sérgio Moro e pelos procuradores da força-tarefa de Curitiba prejudicaram Palocci.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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