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'Temos que nos mobilizar para Lula ganhar as eleições novamente', diz Wagner Moura

Em conferência de imprensa realizada no Centro Cultural de Belém, o artista classificou uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) como "uma tragédia para o país".

Cami Cardoso

04 de julho de 2026 às 14:28   - Atualizado às 14:38

'Temos que nos mobilizar para Lula ganhar as eleições novamente', diz Wagner Moura

'Temos que nos mobilizar para Lula ganhar as eleições novamente', diz Wagner Moura Foto: Reprodução

Em passagem por Lisboa para o lançamento da peça Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo, o ator e cineasta Wagner Moura manifestou forte preocupação com o cenário das eleições presidenciais brasileiras de outubro.

Em conferência de imprensa realizada no Centro Cultural de Belém, o artista classificou uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) como “uma tragédia para o país”.

Moura, que se identifica politicamente com o campo da esquerda, utilizou o espaço para tecer duras críticas ao candidato da oposição.

Segundo o ator, o fato de Flávio Bolsonaro se manter competitivo nas pesquisas eleitorais, mesmo após o surgimento de denúncias envolvendo casos de corrupção, serve como evidência de que os fatos perderam o peso no debate público atual. 

"A prova de que os fatos não importam mesmo hoje em dia é que ele, mês após mês, envolve-se num caso de corrupção, e cai nas pesquisas (apenas) dois ou três pontos. Suponho que se isto tivesse acontecido há vinte anos, acabaria com a candidatura de uma pessoa destas."

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O ator ainda pediu que toda a população voltasse a se organizar para que o presidente Lula seja reeleito. 

"É perigoso. A gente tem que se mobilizar. Todos nós, a própria sociedade civil brasileira. Mobilizarmo-nos para Lula ganhar as eleições novamente."

 Queixa-crime contra Silas Malafaia

O ator Wagner Moura registrou queixa-crime contra o pastor Silas Malafaia por difamação e injúria. A ação, já recebida pela Justiça, aponta que Malafaia ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao chamá-lo de "cretino" e "esquerdista de araque" em postagens no X de janeiro deste ano. O caso foi publicado pela Folha de S.Paulo e confirmado pelo Estadão.

Nas publicações, o pastor escreveu: "Para esse artista cretino, governo bom é dar aumento de 18 reais para professores e 18 bilhões para o que eles chamam de cultura". Em seguida, voltou a postar criticando o que chamou de "esquerdopatas defendendo artista que mama grana dos contribuintes para fazer propaganda de governo corrupto".

 

A ação classifica as falas como "ofensas injuriosas e difamatórias, com o nítido intuito de macular" a honra do ator. A ação lembra ainda que Malafaia já foi condenado a indenizar o youtuber Felipe Neto e responde por ofensas a generais do Exército, o que demonstraria um padrão de "ataques pessoais que ultrapassam os limites do debate público legítimo".

Procurado pela reportagem, Malafaia classificou a ação como "piada" e "intolerância". Também negou ter cometido qualquer crime.

Malafaia questionou, ainda, ter sido escolhido como alvo entre os milhares de usuários que criticaram o artista nas redes após a derrota no Oscar de 2026. Wagner Moura foi o primeiro brasileiro indicado à premiação americana na categoria de ator principal pelo papel em O Agente Secreto. O filme concorreu em quatro categorias na cerimônia, mas não venceu nenhuma.

"Tem milhares de memes contra ele, até com palavrões. Por que ele me escolheu?", disse Malafaia.

 

Para o pastor, a resposta é política. "É preconceito religioso ou porque eu tenho influência? Eles querem me calar a todo custo", disse.

O pastor disse não ter sido notificado da queixa-crime até o momento da entrevista e garantiu que não vai recuar.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) confirmou o registro do processo. No entanto, afirmou que o caso corre em segredo de Justiça.

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