O levantemento ouviu 3.125 brasileiros, por meio de um recrutamento digital aleatório, entre os dias 27 e 31 de janeiro. O índice de confiabilidade é de 95%.
Lula e Tarcísio de Freitas. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), superou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no saldo de imagem positiva dos políticos. Segundo pesquisa do instituto AtlasIntel, divulgada nesta terça-feira, 11 de fevereiro, 44% dos brasileiros aprovam e 48% reprovam Tarcísio.
No caso de Lula, o índice positivo é de 42% e o negativo é de 51%. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
A pesquisa AtlasIntel foi feita em parceria com a Bloomberg e ouviu 3.125 brasileiros, por meio de um recrutamento digital aleatório, entre os dias 27 e 31 de janeiro. O índice de confiabilidade é de 95%.
Na pesquisa anterior da AtlasIntel, realizada em dezembro do ano passado, a imagem de Lula era aprovada por 51% e reprovada por 46%. Nos dois meses que antecederam a divulgação da nova pesquisa, o governo sofreu crises relacionadas à comunicação do governo, sobretudo a envolvendo a fiscalização do Pix pela Receita.
No mesmo levantamento de dezembro, Tarcísio tinha 50% de avaliação negativa e 46% positiva. Tanto a aprovação quanto a desaprovação recuaram dois pontos porcentuais, enquanto os que não sabem opinar sobre o governador paulista saltaram de 4% para 9%.
Após Tarcísio e Lula, os políticos que contam com os maiores saldos de aprovação da imagem são o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (42%), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (42%), o vice-presidente Geraldo Alckmin (41%) e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (41%).
Segundo a AtlasIntel, a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é 38%, reprovada por outros 57%. Outros 5% não souberam opinar.
Bolsonaro não tem uma rejeição maior apenas do que o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (77%), o ex-ministro da Integração Regional Ciro Gomes (66%), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (61%) e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja (58%). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), registraram os mesmos 57% de imagem negativa do ex-presidente.
Além do desempenho no saldo de imagem política, Tarcísio se sai melhor do que Bolsonaro em um eventual segundo turno contra Lula nas eleições de 2026. No cenário com o chefe do Executivo paulista, o petista teria 45,7% dos votos contra 44,7% do governador. Outros 9,6% dos entrevistados declararam voto em branco ou nulo, ou não souberam responder.
Já num eventual segundo turno com Bolsonaro, o petista teria 47,6% enquanto o ex-presidente teria 43,4%. Os brancos, nulos ou não sabem seriam 9% nesse caso.
Com Tarcísio, o presidente perderia entre os evangélicos (68,8% a 13,7%), homens (51,9% a 40,1%), os que possuem nível educacional até o ensino médio (48,6% a 37,1%) e entre os jovens, contemplados pela faixa etária de 16 a 34 anos (52,8% a 30%). Já Lula derrotaria o governador de São Paulo em todos os outros segmentos, principalmente entre as mulheres (51,4% a 37,8%) e idosos (62,6% a 34,7%).
No primeiro turno, Lula também estaria na frente de todos os candidatos. Se os candidatos fossem os mesmos da eleição presidencial de 2022, Lula teria 44% e Bolsonaro teria 40,6%. Tebet e Ciro teriam 4,9% e 4,5%, respectivamente.
Num cenário com Tarcísio, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União) e o cantor Gusttavo Lima, o presidente da República teria 41,1%. Os demais teriam 26,2%, 5,9% e 5,6%, respectivamente. Já no cenário que troca o governador paulista pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o petista teria 40% e o filho do ex-presidente obteria 24,2%. Caiado teria 7,5% dos votos e o cantor, 5,2%.
O governo Lula é desaprovado por 51,4% da população e aprovado por 45,9%. Essa é a segunda vez, desde dezembro do ano passado, que o índice negativo supera o positivo.
Os índices são piores na avaliação do governo: 46,5% dos brasileiros entrevistados avaliam a gestão como ruim ou péssima e 37,8% a avaliam como ótima ou boa. Já 15,6% classificam o governo como regular. Os números negativos superam os positivos nesse caso desde dezembro também.
De acordo com a AtlasIntel, os setores onde o governo Lula é mais mal avaliado são justiça e combate à corrupção (45% de péssimo), segurança pública (44% de péssimo) e carga tributária/facilidades para negócios (43% de péssimo). Já as áreas que a gestão se sai melhor são direitos humanos/igualdade racial (43% de ótimo), políticas sociais/redução da pobreza (38% de ótimo) e relações internacionais (37%).
A pesquisa também comparou a percepção do governo atual pela população em relação ao governo Bolsonaro. Para 48,5%, a gestão Lula é melhor que a de Bolsonaro, enquanto 45,8% preferem o governo do capitão reformado. Outros 5,7% não veem diferença.
No comparativo, o governo petista vai melhor em turismo, cultura e eventos (53% preferem a gestão atual), relações internacionais, políticas sociais e redução da pobreza e direitos humanos e igualdade racial (todos com 51% de preferência para a gestão petista). Já o governo Bolsonaro é mais bem-visto nos setores de responsabilidade fiscal (52%), carga tributária (49%) e segurança pública (48%).
Para os entrevistados, o maior erro do governo Lula foi o imposto sobre compras de até US$ 50 (70%) - seguido pela norma, depois revogada, para fiscalização sobre transações via Pix somando mais de R$ 5 mil no mês, mostrando a repercussão negativa do caso. Já os maiores acertos foram a retirada de garimpeiros das reservas indígenas e ambientais (72%) e o programa de renegociação de dívidas da população, o Desenrola (72%).
Estadão Conteúdo
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