Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Moraes nega pedido de Cid para não ir aos próximos interrogatórios do 'núcleo crucial'

A defesa do tenente-coronel solicitou a dispensa alegando que, após prestar depoimento na segunda (9), "não tem nada a acrescentar ou esclarecer ao juízo".

Fernanda Diniz

10 de junho de 2025 às 14:39   - Atualizado às 15:09

Mauro Cid, ex-ajudante de Ordens de Bolsonaro.

Mauro Cid, ex-ajudante de Ordens de Bolsonaro. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da defesa de Mauro Cid para que o tenente-coronel fosse dispensado dos próximos interrogatórios dos réus que integram o "núcleo crucial" da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

A defesa do tenente-coronel solicitou a dispensa alegando que, após prestar depoimento nesta segunda-feira, 9, Cid "não tem nada a acrescentar ou esclarecer ao juízo".

Moraes entendeu que a presença de Cid nas próximas audiências será importante para o direito à ampla defesa do tenente-coronel "O direito do acusado em manifestar-se livremente e em ser ouvido no momento processual adequado é intrínseco à natureza do julgamento", afirmou o ministro na decisão.

O relator relembrou que, durante o depoimento, o réu pode recorrer ao direito ao silêncio, mas não, simplesmente, deixar de comparecer à audiência.

"Não é o réu que decidirá como será tomado seu depoimento, ou ainda, prévia e genericamente pela possibilidade ou não da realização de atos procedimentais ou processuais".

Veja Também

Cid assinou um acordo de colaboração com a Justiça, a delação premiada, e foi o primeiro réu do "núcleo crucial" do golpe a depor. Nas próximas audiências, o tenente-coronel poderá, por meio de seu advogado, fazer perguntas aos próximos réus a serem interrogados.

O Supremo retoma os interrogatórios na manhã desta quarta-feira, 10, com a oitiva de Almir Garnier, ex-comandante da Marinha. Na sequência, serão ouvidos Anderson Torres, Augusto Heleno e o ex-presidente Jair Bolsonaro. A audiência será encerrada às 20h.

Augusto Heleno fica em silêncio em depoimento a Moraes 

O general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), decidiu fazer uso do direito ao silêncio no interrogatório nesta terça-feira, 10, no Supremo Tribunal Federal (STF) e vai responder apenas às perguntas da própria defesa.

O ministro Alexandre de Moraes, que conduz a audiência, leu todos os questionamentos que haviam sido formulados para constar na ata da sessão.

Heleno seria questionado sobre o suposto uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão vinculado ao GSI, para produzir notícias falsas sobre as urnas eletrônicas. Também seria perguntado sobre a agenda apreendida na casa dele, com anotações sobre fraudes na eleição.

O general seria cobrado a explicar as declarações que fez na reunião ministerial de 5 de julho de 2022.

Veja quem já foi ouvido nesta terça:

- Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;

Deputado Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;

- Almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública.

Estadão Conteúdo 
 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

13:48, 13 Fev

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Ministro Dias Toffoli, do STF
Saída

Dias Toffoli deixa relatoria do caso Master no STF após ter nome mencionado em celular de Vorcaro

Em nota, o supremo informou que o ministro, "considerados os altos interesses institucionais", solicitou a redistribuição do caso para outro integrante do tribunal.

Ministro Edson Fachin assume presidência do STF.
Reunião

Caso Master: Fachin convoca ministros para tratar de menções a Toffoli em celular de Vorcaro

Durante o encontro, o presidente da Corte vai dar ciência aos demais membros do STF sobre o material entregue pela PF.

Ministros do STF.
Resolução

Por unanimidade, STF enquadra caixa 2 como improbidade administrativa e crime eleitoral

Com o entendimento formado pelos ministros, os políticos acusados de fazerem campanha com recursos não contabilizados poderão ser responsabilizados duplamente.

mais notícias

+

Newsletter