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Moraes manda soltar mulher presa pelos atos de 8/1 que relatou ansiedade e depressão

Na decisão, o ministro determinou que a acusada use tornozeleira eletrônica e esteja proibida de sair do país e acessar as redes sociais.

Ricardo Lélis

16 de outubro de 2025 às 08:25   - Atualizado às 08:25

Ministro Alexandre de Moraes manda soltar presa pelos atos de 8 de janeiro.

Ministro Alexandre de Moraes manda soltar presa pelos atos de 8 de janeiro. Fotos: Rosinei Coutinho/STF e Reprodução/ Redes Sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar na quarta-feira, 15 de outubro, Alexsandra Aparecida da Silva, uma das acusadas de participar dos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ao pedir a soltura, a defesa alegou que Alexsandra está em tratamento psiquiátrico e passa por problemas de saúde, como depressão, ansiedade e nódulos nos seios.

Na decisão, o ministro determinou que a acusada use tornozeleira eletrônica e se apresente semanalmente à Justiça de Paraguaçu, em Minas Gerais.

Moraes também proibiu Alexsandra de sair do país e de acessar redes sociais. Ela também teve o passaporte cancelado. 

O ministro entendeu que a ré pode responder ao processo em liberdade porque a investigação já foi encerrada.

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“Verifica-se que já houve o encerramento da instrução processual, estando os autos conclusos para julgamento, circunstância que revela alteração do contexto fático-processual a afastar a presença dos requisitos da prisão preventiva”,  argumenta o ministro.

Agência Brasil

Outra soltura

O ministro Alexandre de Moraes determinou na última terça-feira (14) a soltura de Divanio Natal Gonçalves, um dos réus acusados pela participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.

A soltura foi determinada após a defesa do acusado indicar um erro judicial ocorrido na Justiça de Minas Gerais. 

Em março de 2023, Moraes determinou medidas diversas da prisão contra o acusado e impôs a utilização de tornozeleira eletrônica, o comparecimento semanal à Justiça e proibiu Divanio de deixar Uberlândia (MG), onde mora, sem autorização. As medidas deveriam ser fiscalizadas pela Vara de Execuções Penais (VEP).

Contudo, o processo foi parar na Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e de Precatórios Criminais, onde o réu passou a comparecer regulamente e cumprir as medidas determinadas pelo ministro.

Sem saber que o processo estava em outro setor, a VEP informou ao Supremo que Divanio Gonçalves não compareceu à Justiça.

Diante da informação, Moraes decretou a prisão do acusado, que foi cumprida em abril deste ano. Durante a audiência de custódia, a irregularidade também não foi suscitada pela defesa.

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O ministro ressaltou que a jurisprudência consolidada do STF exige fundamentação específica e individualizada para a decretação das medidas.

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