Ministro Luiz Fux, do STF, e ex-deputado Daniel Silveira. Fotos: Fellipe Sampaio /STF e Reprodução/ Redes Sociais
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na segunda-feira, 4 de agosto, o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-deputado Daniel Silveira que pedia a conversão de sua pena em "prisão domiciliar humanitária para tratamento de saúde". Com isso, o bolsonarista deve continuar em cárcere na Penitenciária de Magé (RJ).
Em 22 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, permitiu que Silveira fizesse cirurgia no joelho após a defesa apresentar laudo médico atestando a necessidade do procedimento.
Após a intervenção, no entanto, os advogados pediram para "que o requerente (Silveira) possa dar continuidade ao tratamento pós-cirúrgico em sua residência, para que possa realizar o tratamento em clínica especializada".
Fux, no entanto, considerou deliberações anteriores da Corte que impedem a concessão de habeas corpus após decisões emitidas pelo Tribunal.
"Não cabe pedido de habeas corpus originário para o Tribunal Pleno contra ato de ministro ou outro órgão fracionário da Corte", escreveu o magistrado.
O ministro ainda definiu o pedido como "manifestamente incabível" e que "a jurisprudência desta Corte é explícita no sentido do não cabimento do habeas corpus originário contra decisão de Relator".
Daniel Silveira foi condenado pelo STF a oito anos e nove meses de prisão por defender a destituição de ministros do Tribunal e a ditadura militar. Em 2021, ele foi preso depois de publicar vídeo em que ameaçava o STF.
O ex-deputado foi preso novamente em 2024, depois de ter, na véspera de Natal, descumprido as condições para a liberdade condicional e ter saído de casa durante o horário noturno. Na ocasião, Moraes afirmou que ele desobedeceu as medidas cautelares 227 vezes.
Moraes tem, desde então, impedido o ex-deputado de deixar a prisão. O ministro não concedeu o direito de saidinha de Páscoa para Silveira e negou pedido para que Silveira pudesse trabalhar O juiz permitiu apenas que Silveira realizasse cirurgia no joelho, após comprovada necessidade.
Estadão Conteúdo
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A vaga foi aberta após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. O governo já havia anunciado a escolha de Messias em novembro do ano passado.
Em publicação nas redes sociais, Carlos Viana disse que é alvo ataques por ter atuado como presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS.
A medida foi tomada após o ex-deputado afirmar que enviaria ao seu pai a gravação da participação dele em um evento de políticos de direita nos Estados Unidos.
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