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FUX autoriza Justiça a retomar julgamento de INDULTO DE BOLSONARO a PMs do CARANDIRU

O ministro herdou a ação do acervo de Rosa Weber, após a aposentadoria da ministra, que havia suspendido os efeitos do decreto em uma decisão provisória a pedido da PGR.

Ricardo Lélis

18 de junho de 2024 às 16:37   - Atualizado às 16:57

Ministro do STF Luiz Fux e o ex-presidente, Jair Bolsonaro. Montagem: Portal de Prefeitura

Ministro do STF Luiz Fux e o ex-presidente, Jair Bolsonaro. Montagem: Portal de Prefeitura Ministro do STF Luiz Fux e o ex-presidente, Jair Bolsonaro. Montagem: Portal de Prefeitura

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o Tribunal de Justiça de São Paulo a retomar o julgamento sobre o indulto concedido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para perdoar as penas dos policiais militares condenados pelo massacre do Carandiru.

Em despacho na segunda-feira, 17, o ministro determinou que os desembargadores deem continuidade ao julgamento, independente do desfecho da ação que tramita no STF.

O tema está pautado para começar a ser julgado nesta quarta-feira, 19, no plenário do Supremo Tribunal Federal. O caso está na lista, mas não há garantia de que será chamado para votação.

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O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a análise do indulto em abril de 2023. Na ocasião, os desembargadores decidiram aguardar o Supremo Tribunal Federal decidir se o perdão das penas é ou não constitucional.

A decisão de Fux atendeu a um pedido da Associação Fundo de Auxílio Mútuo dos Militares do Estado de São Paulo.Rayssa Motta.

A entidade argumentou que "é de todo conveniente que as instâncias de origem decidam a matéria na órbita de suas competências".

Fux herdou a ação do acervo de Rosa Weber, após a aposentadoria da ministra. Ela suspendeu os efeitos do decreto em uma decisão provisória em janeiro de 2023, no recesso do Judiciário, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas o tema ainda precisa ser analisado no plenário do STF.

A defesa dos policiais pede que o indulto seja validado.

O massacre do Carandiru completou 30 anos em outubro de 2023. Ao todo, 74 policiais militares foram denunciados e condenados em júri popular pelo assassinato de 111 presos após uma rebelião no pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo em 1992, mas ainda não começaram a cumprir suas penas.

O processo, que soma mais de 100 mil páginas, tem sido marcado por adiamentos e reviravoltas na Justiça.

A ação ficou travada durante uma década enquanto aguardava uma decisão definitiva sobre quem deveria julgar os PMs: a Justiça militar ou a Justiça comum.

Os policiais só foram a júri popular entre 2013 e 2014, em julgamentos fatiados por causa do número de réus. Eles foram condenados, mas receberam autorização para aguardar a conclusão do processo em liberdade.

O Tribunal de Justiça de São Paulo chegou a anular as condenações e a determinar novos julgamentos, por considerar que a acusação não conseguiu apontar exatamente qual a culpa de cada policial, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) restabeleceram a decisão dos jurados. Com isso, as condenações se tornaram definitivas, ou seja, os PMs não podem mais ser absolvidos.

A discussão agora é sobre a validade do perdão e a dosimetria das penas, que chegam a 624 anos de prisão e a defesa considera excessivas.

As sentenças só devem começar a ser cumpridas quando o caso transitar em julgado (quando não há mais possibilidade de recurso).

Estadão Conteúdo

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