Ministro do STF, Flávio Dino e Jim Caviezel caracterizado como Jair Bolsonaro. (Fotos: Gustavo Moreno/STF e Reprodução)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino deu cinco dias para a Câmara dos Deputados se manifestar sobre o envio de emendas parlamentares para organizações ligadas à Karina Ferreira Gama, produtora do filme The Dark Horse, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão foi tomada após o ministro receber um ofício da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sobre o tema. Ela apontou um "ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas", sob o comando da roteirista.
"Tal configuração estabelece um 'grupo econômico por coordenação' que, na prática, pode estar constituindo-se como um óbice à rastreabilidade dos recursos públicos", sustentou.
Segundo o ofício, essas entidades têm recebido "emendas pix" de parlamentares que são clientes de serviços de marketing eleitoral prestados por empresas do mesmo conglomerado.
Em janeiro, o Estadão mostrou que o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista de The Dark Horse, enviou R$ 2 milhões em emendas parlamentares a uma organização não governamental (ONG) presidida por Karina Ferreira Gama.
O ofício da deputada também cita outra organização vinculada à produtora que teria sido beneficiada com R$ 2,6 milhões em "emendas Pix" enviadas pelos deputados Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS), além dos ex-deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP).
Dino também intimou Frias, Kicis e Pollon para que se manifestem em até cinco dias úteis sobre as irregularidades apontadas.
As emendas Pix são transferências especiais de recursos federais indicadas por parlamentares diretamente a Estados e municípios, sem necessidade de convênio prévio ou apresentação de projeto detalhado. Esse tipo de repasse caracterizado pela alta celeridade e pela falta de transparência foi revelado pelo Estadão em 2021.
Estadão Conteúdo
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A fala do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi durante voto pela manutenção da prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com boletim médico divulgado na manhã desta sexta (20), o ex-presidente segue internado e não tem previsão de alta.
A medida havia sido foi aprovada pela CPI do Crime devido ao seu vínculo com a Reag Investimentos, instituição que foi liquidada pelo Banco Central e está envolvida nas fraudes financeiras investigadas no caso do Banco Master.
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