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"Débora do Batom" aciona STF para reduzir pena após derrubada do veto ao PL da Dosimetria

Conhecida por ter pichado a frase "Perdeu, mané" na estátua da Justiça nos atos de 8 de janeiro de 2023, ela foi condenada a 14 anos de prisão.

Ricardo Lélis

02 de maio de 2026 às 17:37   - Atualizado às 17:37

Mulher que pichou estátua do STF com batom diz que foi "levada pelo calor do momento".

Mulher que pichou estátua do STF com batom diz que foi "levada pelo calor do momento". Foto: Divulgação

A defesa da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como "Débora do Batom", entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira, 1.º de maio, pedindo a redução da pena com base na aprovação do chamado PL da Dosimetria no Congresso Nacional.

Conhecida por ter pichado a estátua da Justiça nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, ela foi condenada a 14 anos de prisão.

Na prática, o projeto de lei abre caminho para a diminuição das penas impostas a condenados por crimes contra a democracia. A proposta foi aprovada pelo Congresso e, depois, vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na quinta-feira, 30, os parlamentares derrubaram o veto.

Débora foi condenada pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada

Segundo as investigações, ela pichou a frase "Perdeu, mané" com um batom na estátua, que fica em frente à sede do STF, durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Débora está em prisão domiciliar desde março de 2025.

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No pedido encaminhado ao Supremo, os advogados de "Débora do Batom" argumentam que a lei penal mais benéfica retroage para beneficiar o réu.

A lei, entretanto, ainda não está oficialmente em vigor, porque ainda precisa ser promulgada pelo presidente Lula. Depois disso, partidos políticos ou a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda podem questionar a constitucionalidade da norma perante o STF.

Quando a lei passar a vigorar, o benefício não será automático: réus condenados pelos atos antidemocráticos poderão pedir a readequação da pena ao STF, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Estadão Conteúdo

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