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Mulher que pichou estátua do STF com batom pode disputar as eleições em 2026

A cabeleireira Débora Rodrigues estava presa, em regime fechado, acusada de participar dos atos antidemocráticos do 8 de janeiro, mas teve a sua prisão domiciliar concedida pelo ministro Alexandre de Moraes.

Jameson Ramos

03 de abril de 2025 às 15:20

Débora Rodrigues dos Santos.

Débora Rodrigues dos Santos. Foto: Arte/Portal de Prefeitura

A cabeleireira Débora Rodrigues, presa por participar dos atos antidemocráticos no dia 8 de janeiro de 2023 e pichar "perdeu, mané", na estátua do Supremo Tribunal Federal (STF), deve se lançar no mundo da política.

Em entrevista à CNN, o advogado da cabeleireira, Hélio Garcia Ortiz Júnior, não descartou a possibilidade da sua cliente disputar as eleições no próximo ano, quando os brasileiros irão às urnas para escolher o novo presidente, senador, governador e deputados federais e estaduais. 

O advogado ressaltou que, no momento, a prioridade de sua cliente é "se recuperar e aproveitar o tempo com a família", mas que "qualquer decisão sobre o futuro será tomada com calma e no momento certo".

Prisão

Débora Rodrigues estava presa desde 2023, mas teve a prisão domiciliar concedida pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, na última sexta-feira, 28 de março. 

Segundo a decisão de Moraes, a acusada cumprirá prisão domiciliar em Paulínia, São Paulo, onde reside. Débora está usando tornozeleira eletrônica, não pode usar as redes sociais nem ter contato com outros investigados. Ela também está proibida de dar entrevistas para a imprensa, blogs e podcasts nacionais ou internacionais sem autorização do STF. Em caso de descumprimento, Débora deverá voltar para o presídio.  

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O advogado ressaltou à CNN que a sua cliente encara o tempo que passou presa em regime fechado como "uma experiência de dor, mas também de aprendizado". Ele reforça que Débora está aproveitando esses primeiros dias de liberdade ao lado da família.

“Ela está profundamente emocionada, aliviada por estar de volta ao convívio familiar, mas também ciente dos desafios que ainda tem pela frente. Foram dois anos de sofrimento e, agora, ela precisa de um tempo para se reorganizar e se fortalecer”, completou.

Hélio Garcia Ortiz Júnior também destacou que a defesa continuará trabalhando para garantir a revisão do caso e buscar a completa absolvição de Débora.
 

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