Pernambuco, 25 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Caso Marielle: defesa de Rivaldo Barbosa pede afastamento de Dino no julgamento

Segundo os advogados do réu, o ministro do STF, enquanto estava na Justiça, atuou de forma 'preponderante para a deflagração das investigações'.

Gabriel Alves

05 de junho de 2024 às 13:26   - Atualizado às 13:26

Rivaldo Barbosa: Tomaz Silva/Agência Brasil

Rivaldo Barbosa: Tomaz Silva/Agência Brasil Rivaldo Barbosa: Tomaz Silva/Agência Brasil

A defesa do delegado Rivaldo Barbosa, denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pela execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018, pediu que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declare impedido de analisar o caso.

Segundo os advogados de Barbosa, Dino, enquanto ministro da Justiça, atuou de forma "preponderante para a deflagração das investigações" do caso Marielle.

? Entre no nosso grupo de WhatsApp e receba as notícias do Portal de Prefeitura no seu celular

A defesa argumenta que, como a Polícia Federal (PF) é um órgão subordinado à pasta ocupada por Dino em 2023, o ministro do STF agiria com "manifesto interesse no julgamento da causa em favor do órgão acusador".

Rivaldo Barbosa está em prisão preventiva desde o dia 24 de março. No momento, cabe ao Supremo receber ou rejeitar a denúncia da PGR. O eventual impedimento de Flávio Dino proibiria que o ministro participasse de decisões relacionadas ao caso Marielle.

Dino foi ‘partícipe nas investigações’, diz defesa

"É evidente que o ministro Flávio Dino não atuou diretamente como autoridade policial. Todavia, sua postura atípica enquanto ministro da Justiça o colocou como uma espécie de partícipe nas investigações", diz o documento da defesa preliminar de Rivaldo Barbosa, ao qual o Estadão teve acesso.

Os advogados sustentam que Dino está implicado com a investigação ao ter determinado a federalização do caso Marielle, em fevereiro de 2023.

Este despacho, segundo a defesa, teve "notório viés político", pois a resolução dos assassinatos de Marielle e Anderson figurou como promessa da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022.

Além disso, o caso Marielle foi citado por Dino em seu discurso de posse como ministro da Justiça, quando o então ministro afirmou que desvendar o crime, inclusive seus mandantes, seria uma "questão de honra do Estado brasileiro".

Defesa ainda não formalizou pedido de impedimento

A manifestação da defesa, por ora, é sugestiva, tratando-se de uma interpelação a Flávio Dino "em homenagem à economia processual". Mas os advogados sinalizam que, em caso contrário, formalizarão um pedido para que Dino seja impedido de participar de resoluções relacionadas ao caso Marielle.

Além de sugerir ao ex-ministro da Justiça que se declare impedido, os advogados de Rivaldo Barbosa demandam que os autos sejam remetidos à Justiça Estadual do Rio de Janeiro.

A defesa sustenta que o delegado não possui prerrogativa de foro especial, além de questionar a procedência das informações fornecidas em delação por Ronnie Lessa, executor confesso da vereadora.

Rivaldo negou vínculo com os irmãos Brazão

Na denúncia apresentada ao STF, a PGR diz que Rivaldo "empregou a autoridade do cargo de chefia" da Polícia Civil para garantir impunidade aos autores intelectuais do crime. O inquérito da PF menciona que o delegado foi pago por milicianos e contraventores do Rio para atrapalhar as investigações.

À PF, Barbosa negou ter vínculos com o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) e com Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), denunciados como mandantes da execução de Marielle. O delegado declarou ainda que nunca teve contato com Lessa.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

17:05, 25 Out

Imagem Clima

29

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Conta de Luz
Decisão

STF define início do prazo de dez anos para devolução de cobranças indevidas na conta de luz

A contagem começa quando as empresas recuperaram o dinheiro pago a mais à Receita Federal ou quando a compensação tributária tiver sido definitivamente homologada. 

Ministro Dias Toffoli.
Posição

Toffoli defende regras para impedir que propaganda eleitoral vire "arena de ofensas"

Ministro do STF e do TSE criticou ataques entre candidatos às vésperas do segundo turno e defendeu que campanhas priorizem propostas políticas.

Ministro do STF, Edson Fachin.
Declaração

'Lealdade às regras do jogo': Fachin defende respeito às regras democráticas a quatro dias do segundo turno

Presidente do STF afirmou que a democracia depende do respeito às decisões judiciais e alertou para o enfraquecimento gradual das instituições.

mais notícias

+

Newsletter