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André Mendonça nega pedido da defesa e mantém prisão do Careca do INSS

Antunes é um dos investigados na Operação Sem Desconto, da PF, deflagrada no ano passado para investigar descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados.

Ricardo Lélis

27 de janeiro de 2026 às 16:58   - Atualizado às 16:58

Careca do INSS.

Careca do INSS. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira, 27 de janeiro, manter a prisão do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Antunes é um dos investigados na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), deflagrada no ano passado para investigar descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele está preso desde setembro do ano passado no presídio da Papuda, em Brasília.

De acordo com as investigações, o empresário operava empresas de fachada para desviar as mensalidades recebidas irregularmente por associações de aposentados.

Durante a operação, a PF apreendeu carros de luxo, como BMW e Porsche, em endereços ligados a Antunes.

No ano passado, em depoimento prestado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o empresário negou participação nos desvios de mensalidades de aposentados e disse que vai entregar à Policia Federal documentos para comprovar a legalidade de suas atividades.

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Agência Brasil

Careca do INSS

Um relatório de inteligência financeira elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras e enviado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS identificou um pagamento de R$ 700 mil feito por uma empresa ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, ao escritório de advocacia da atual ministra do Superior Tribunal Militar, Verônica Abdalla Sterman.

O repasse ocorreu antes da posse da magistrada na Corte militar e passou a integrar o conjunto de informações analisadas pela CPMI que apura irregularidades envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social.

O documento do Coaf aponta que o valor saiu da ACX ITC Serviços de Tecnologia S/A, empresa citada pela Polícia Federal como parte da estrutura utilizada pelo empresário para movimentar grandes quantias de dinheiro.

A análise financeira abrangeu o período de outubro de 2024 a fevereiro de 2025, intervalo em que foram identificadas operações consideradas relevantes para fins de investigação. O pagamento ao escritório de Verônica Sterman ocorreu em parcela única e foi creditado diretamente na conta da banca jurídica.

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