O anúncio acontece paralelamente à discussão sobre a criação de um código de ética para ministros do STF e após reportagens sobre ganhos oriundos de empresas privadas ligadas a magistrados.
Ministro do STF André Mendonça. (Foto: Carlos Moura/ SCO/STF)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou que os lucros e dividendos de sua empresa, o Instituto Iter, serão destinados ao dízimo, a obras sociais e a projetos educacionais.
A declaração foi feita durante um culto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, e posteriormente divulgada nas redes sociais do ministro.
A manifestação ocorre em meio a investigações e reportagens que abordam negócios privados de ministros do Supremo Tribunal Federal, ampliando o debate público sobre rendimentos e eventuais conflitos de interesse no Judiciário.
Durante o culto, Mendonça afirmou que o compromisso está relacionado ao seu papel religioso e que os recursos provenientes de participação em lucros não serão utilizados para fins pessoais. Segundo ele, seus rendimentos seriam provenientes apenas do salário no Supremo e de sua atuação como professor.
O anúncio acontece paralelamente à discussão sobre a criação de um código de ética para ministros do STF e após reportagens sobre ganhos oriundos de empresas privadas ligadas a magistrados.
Pela Lei Orgânica da Magistratura, juízes podem ser sócios ou acionistas de empresas, desde que não exerçam funções de gestão.
Levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo apontou que nove dos dez ministros atuais mantêm empresas em sociedade com familiares, incluindo escritórios de advocacia, institutos educacionais e negócios imobiliários.
Nos últimos dias, o tema ganhou repercussão adicional após o ministro Dias Toffoli deixar a relatoria de um inquérito envolvendo o Banco Master. Após sua saída, Mendonça assumiu o caso por sorteio.
Ainda durante o culto, o ministro relatou incômodo com reportagens sobre o Instituto Iter e disse ter refletido sobre como o projeto poderia ser interpretado pela sociedade e pela igreja, especialmente diante de questionamentos sobre a atuação privada de autoridades públicas.
1
11:34, 15 Mar
31
°c
Fonte: OpenWeather
Preso na terceira fase da Operação Compliance Zero em 4 de março, o banqueiro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.
Na decisão, o ministro disse que a o encontro de Darren Beattie não foi comunicada à diplomacia brasileira e não está inserida na agenda oficial que será cumprida no Brasil.
De acordo com a investigação, o blogueiro teria monitorado os deslocamentos do carro oficial utilizado pelo ministro e seus familiares no Maranhão para publicar reportagens sobre o suposto uso irregular do veículo.
mais notícias
+