Sindicato do irmão de Lula. Foto: Divulgação
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a cobrança ilegal de mensalidades associativas descontadas de benefícios previdenciários pagos pelo INSS aprovou, nesta quinta-feira (11), cerca de 400 requerimentos.
Entre eles, estão pedidos de informações e de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de pessoas, entidades e empresas suspeitas de envolvimento em um esquema bilionário de fraude.
Os 16 deputados federais e 16 senadores que compõem o colegiado acordaram em requisitar:
Entre os alvos dos pedidos de quebra de sigilo estão os empresários Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, Maurício Camisoti, e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Na semana passada, a CPMI já havia aprovado pedidos de prisão preventiva para esses três nomes e outros 18 investigados.
Um dos focos da investigação são os pedidos relacionados ao Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi).
José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão mais velho do presidente Lula, é o vice-presidente da entidade.
Os requerimentos de quebra de sigilo foram apresentados pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e pelo senador Izalci Lucas (PL-DF).
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), explicou a dimensão das medidas:
“Queremos saber exatamente onde está todo este patrimônio, tudo o que foi roubado da Previdência.”
Ele também destacou o comprometimento dos parlamentares com a investigação:
“São requerimentos que pedem informações e a quebra de sigilos de todas as associações investigadas, todas as empresas para as quais foram repassados recursos, todos os sócios e pessoas envolvidas direta ou indiretamente. Nosso compromisso é desvendar com clareza a participação de cada uma das pessoas e entender como o dinheiro saiu do INSS e desapareceu.”
Após aprovar os requerimentos, os integrantes da CPMI ouviram o depoimento do ex-ministro da Previdência Social e ex-presidente do INSS, Ahmed Mohamad Oliveira, anteriormente conhecido como José Carlos Oliveira. Ele alterou seu nome recentemente, por motivos religiosos.
Oliveira presidiu o INSS entre novembro de 2021 e março de 2022, quando passou a comandar o Ministério da Previdência Social, cargo que ocupou até o fim do governo de Jair Bolsonaro, em 31 de dezembro de 2022.
Durante o depoimento, ele afirmou que o INSS não possui estrutura suficiente para fiscalizar os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados com organizações da administração pública e entidades da sociedade civil. Disse ainda que, apesar de sua trajetória como servidor de carreira e ocupante de cargos de liderança na autarquia, só teve conhecimento das irregularidades quando a PF e a CGU deflagraram a Operação Sem Desconto, em abril deste ano.
Com informações da Agência Brasil
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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