O ex-ministro deixou o governo em setembro do ano passado, depois que veio a público que a ONG Me Too Brasil havia recebido denúncias de assédio sexual contra ele.
Ex-ministro Silvio Almeida. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Silvio Almeida, o ex-ministro de Direitos Humanos do Governo Lula, foi indiciado pela Polícia Federal (PF) na sexta-feira, 14 de novembro, pelo crime de importunação sexual.
A PF já enviou o relatório final ao Supremo Tribunal Federal. O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do inquérito na Corte. Após receber o material, Mendonça determinou que o processo fosse encaminhado à Procuradoria-Geral da República
Com o caso em mãos, o procurador-geral Paulo Gonet decidirá se denuncia Silvio Almeida, se solicita novas diligências ou se arquiva a investigação, conforme o documento enviado pela Polícia Federal.
O caso ganhou repercussão pública em setembro do ano passado, quando o governo Lula demitiu Silvio Almeida após a divulgação de denúncias feitas à ONG Me Too Brasil. Desde então, ele nega as acusações. A defesa afirmou que não comentará o indiciamento, mantendo a postura adotada desde o início da apuração.
As acusações vieram a público por meio de relatos enviados à ONG que acolhe vítimas de violência e assédio. Entre as denunciantes está a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que prestou depoimento à Polícia Federal e detalhou os episódios envolvendo o ex-ministro.
A ministra Anielle Franco afirmou que as importunações começaram em 2023 e seguiram por cerca de um ano. Ela relatou que um dos episódios teria acontecido durante uma reunião de trabalho no Ministério dos Direitos Humanos, em maio de 2023. Na ocasião, segundo ela, Silvio Almeida a tocou por baixo da mesa, mesmo com outras autoridades presentes na sala, entre elas o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O depoimento de Anielle reforça a linha investigativa da PF, que colheu informações de várias testemunhas ao longo da apuração. O conteúdo exato do relatório permanece sob sigilo, como determina o trâmite no STF.
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