Magno Malta e Alexandre de Moraes Foto Montagem/Portal de Prefeitura
Durante sua participação ao vivo na Rádio AuriVerde Brasil, na última segunda-feira (6), o senador Magno Malta (PL-ES) reagiu às declarações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria ordenado a proibição de qualquer tipo de fala ou manifestação que fosse interpretada como apoio aos eventos de 8 de janeiro.
– Ele [Alexandre de Moraes] fez uma ameaça, não foi um recado. Qualquer um que, no dia 8, venha a fazer qualquer tipo de fala ou manifestação será considerado uma incitação a um golpe, e golpe não se comemora. (…) Medo, eu sei o que é, mas nunca fui apresentado a ele. No dia 8, ministro, eu estarei me manifestando. E eu tenho o direito garantido pela Constituição, que infelizmente foi enterrada. Não existe crime de opinião. Eu posso me expressar, ministro. Eu posso falar… – disse o senador.
Em seguida, Magno Malta fez uma série de questionamentos ao magistrado.
– A família de Clezão não pode chorar a morte dele no dia 8, ministro? A família de Daniel Silveira não pode se manifestar no dia 8? Não podemos lamentar, no dia 8, as prisões injustas, como a de pessoas que ainda estão detidas com tornozeleira, ou de cidadãos com síndrome de Down ou com câncer? (…) Eu vou me manifestar, sim, ministro. Eu não tenho medo dos seus excessos – declarou o parlamentar.
Malta ainda afirmou que o Brasil está vivendo o que ele chamou de uma "ditadura da toga" e se dirigiu diretamente a Alexandre de Moraes.
– O senhor chegou a um ponto de ameaçar todos. Mas a mim, não vai acovardar – garantiu.
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nos últimos dois anos, 371 pessoas das mais de duas mil investigadas por participarem dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
O balanço foi divulgado nesta terça-feira, 7 de janeiro de 2025, pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos relacionados ao caso.
Até agora, 225 condenados tiveram seus crimes classificados como graves. Ao todo, 898 réus foram responsabilizados, sendo que 527 pessoas participaram de ações mais leves e fizeram acordos com o Ministério Público Federal (MPF).
As penas para esses réus variam de três anos a 17 anos e seis meses de prisão. Naquela data, 2.172 presas foram presas em flagrante por participarem de alguma forma dos atentados aos prédios dos Três Poderes.
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O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
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