Pernambuco, 25 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Senado aprova projeto de lei que veta desconto em benefícios de aposentados do INSS

O texto, que vai a sanção do presidente Lula, também acaba com a possibilidade de antecipação do pagamento de dívidas no crédito consignado.

Ricardo Lélis

13 de novembro de 2025 às 12:44   - Atualizado às 12:44

INSS.

INSS. Foto: Reprodução

O Plenário do Senado aprovou na quarta-feira, 12 de novembro, em regime de urgência, o projeto de lei que proíbe descontos relativos a mensalidades associativas nos benefícios administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mesmo com autorização do beneficiário.

O texto também acaba com a possibilidade de antecipação do pagamento de dívidas no crédito consignado. O PL 1.546/2024 será agora encaminhado à sanção presidencial.    

Ao ler seu relatório sobre o projeto, o senador Rogerio Marinho (PL-RN) disse que as contribuições a associações poderão ser feitas por boleto bancário. Ele destacou a importância da proposta, do deputado federal Murilo Galdino (Republicanos-PB). O texto foi aprovado anteriormente na Câmara dos Deputados.

"O projeto veda a possiblidade de utilizar folha de pagamento do INSS para descontos associativos. Não significa que quem porventura se associe a alguma entidade não possa fazer esse mesmo desconto através de um boleto. O projeto impede a perpetração de um crime contra os aposentados brasileiros e pessoas hipossuficientes" afirmou.

Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) criticou falsas associações criadas “para roubar aposentados”, mas ressaltou que existem entidades históricas que fazem desconto “sem bagunça”.

Veja Também

"Não podemos condenar a todos pelos erros de alguns. Há entidades verdadeiras e entidades de fachada que foram criadas para roubar aposentados" afirmou.

Presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) disse que todos os sistemas de controle da previdência foram burlados para milhões e milhões de aposentados.

"O projeto é uma resposta àqueles que, nos últimos anos, roubaram bilhões daqueles que trabalharam uma vida toda", disse.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que o projeto “fecha a porta definitivamente para os golpes que atingem um público mais vulnerável”.

O senador Sergio Moro (União-PR) avalia que o texto “realmente acaba com o desconto associativo automático, fonte de tantas fraudes e absurdos. Estanca a válvula que permitiu o roubo contra os aposentados”.

Para o senador Eduardo Braga (MDB-AM), o projeto “fecha a porta definitivamente para a possibilidade de haver fraudes por meio de contribuições associativas”.

Braga destacou ainda que emenda de redação apresentada ao projeto também acaba com a possibilidade de antecipação do pagamento das dívidas no consignado.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) disse que o projeto serve efetivamente para proteger milhões de aposentados que não têm acesso à internet e grau de instrução elevado.

A aprovação do projeto foi saudada ainda pelos senadores Omar Aziz (PSD-AM), Izalci Lucas (PL-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Após acordo construído em Plenário pelo senador Weverton (PDT-MA), os líderes partidários defenderam veto a dispositivo do projeto que transfere do Conselho Monetário da Previdência para o Conselho Monetário Nacional (CMN) a política da definição dos juros dos consignados dos aposentados.

Agência Senado

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

06:17, 25 Mar

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Bicicletas e Motos Elétricas
Cautelar

TCE-PE abre processo para apurar compra de veículos elétricos pela Prefeitura do Recife

Tribunal de Contas investiga aquisição de motos e bicicletas elétricas pela Prefeitura do Recife, segundo informações do Blog de Manoel Medeiros.

Presidente Lula no Senado.
Custo

Senado aprova criação de 17 mil cargos no Governo Lula com impacto de R$ 5,3 bilhões em 2026

A votação foi feita de forma simbólica, sem registro individual de cada parlamentar, e contou com a presença de Motta e da ministra da Gestão, Esther Dweck.

Alexandre de Moraes
Ministro

EUA avaliam voltar a sancionar Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky

Discussão ocorre no governo Trump e envolve críticas à atuação do ministro do STF em temas ligados às redes sociais.

mais notícias

+

Newsletter