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Comissão do Senado rejeita proposta de redução salarial de parlamentares

Relatora da matéria, a senadora Damares Alves (Republicanos) sustentou que "a remuneração somente pode ser reduzida em casos previstos em convenção ou acordo coletivo".

Ricardo Lélis

25 de fevereiro de 2026 às 21:43   - Atualizado às 21:46

Senado Federal.

Senado Federal. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou, nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, o arquivamento de uma sugestão legislativa que previa a redução de 50% nos salários de deputados federais, estaduais e senadores.

Relatora da matéria, a senadora Damares Alves (Republicanos) sustentou que "a remuneração somente pode ser reduzida em casos previstos em convenção ou acordo coletivo". No relatório, a senadora citou fundamentos constitucionais e da legislação trabalhista para embasar o parecer.

"Temos presente que, pelo princípio da irredutibilidade dos salários, constante do inciso VI do art. 7º da Constituição Federal, a remuneração somente pode ser reduzida em casos previstos em convenção ou acordo coletivo. O art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) proíbe qualquer alteração no contrato de trabalho que traga prejuízo ao empregado, a menos que haja concordância mútua e não haja prejuízo direto", diz trecho do documento.

A proposta havia sido apresentada em 2019 por Lauro Cesar Pedot, por meio do Portal e-Cidadania, e contou com o apoio de mais de 41 mil pessoas.

Na justificativa, o autor argumentou que os salários dos parlamentares deveriam ser reduzidos "pois o país e os Estados vivem um momento difícil para sanear as finanças públicas".

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Na sugestão, Lauro também afirmou que "os candidatos sempre argumentam, ao pedirem votos, que o objetivo da sua vitória é para trabalhar para o povo, então, que deem exemplo para o povo".

Apesar do arquivamento, Damares Alves reconheceu, durante a reunião, que o autor da proposta "tem razão em questionar os salários, especialmente, os super salários no Brasil".

"Temos que combater os penduricalhos do Poder Judicial e trabalhar para que todo mundo ganhe bons salários", completou a senadora.

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De autoria da Mesa Diretora da Câmara, o texto criava gratificação que concede um dia de licença para cada três dias de trabalho, com possibilidade de um recebimento em dinheiro em vez da licença.

Com isso, o salário de altos funcionários da Câmara pode chegar a aproximadamente R$ 77 mil. O teto constitucional, que deveria ser o limite de recebimento de um funcionário público, é o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF): R$ 46.366,19.

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