Presidente Lula com Haddad ministro da Fazenda. Foto: Ricardo Stuckert
O salário mínimo brasileiro deve atingir o valor de R$ 1.630 em 2026, segundo projeções oficiais. A expectativa segue a política atual de correção, que combina a inflação acumulada com o crescimento do PIB de dois anos anteriores. No entanto, com as limitações impostas pelo novo arcabouço fiscal, os reajustes têm sido contidos, o que afasta a possibilidade de aumentos mais expressivos.
A política de reajuste, embora assegure crescimento real, foi limitada a um teto de 2,5% acima da inflação. Isso significa que mesmo que a economia cresça além disso, o salário mínimo não poderá acompanhar o mesmo ritmo.
Essa trava impede que o trabalhador de menor renda tenha ganhos mais substanciais, especialmente diante de um cenário inflacionário que corrói o poder de compra. Mesmo que a economia avance, o valor real do salário mínimo continuará crescendo de forma controlada.
Além de ser referência direta para milhões de trabalhadores, o salário mínimo impacta diversas políticas sociais, como aposentadorias, pensões, abono salarial e o BPC. Cada real adicionado ao valor tem efeitos bilionários nas contas públicas, o que explica a prudência adotada no crescimento do piso salarial.
Apesar da estabilidade econômica ser uma prioridade, especialistas alertam para os riscos sociais de um salário mínimo que cresce lentamente, especialmente diante da alta dos preços dos alimentos, energia, habitação e transporte.
Com base nas previsões atuais, o trabalhador brasileiro só deve ver o salário mínimo atingir a marca simbólica dos R$ 2.000 em 2030.
De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, cada real a mais no valor do salário mínimo gera um impacto de cerca de R$ 400 milhões nas contas públicas. Isso acontece porque diversos benefícios, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego, abono salarial e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), são calculados com base no mínimo. Na Previdência Social, por exemplo, um reajuste no piso salarial pode representar um aumento de R$ 115,3 bilhões nas despesas, ainda que também gere uma arrecadação adicional estimada em R$ 71,2 bilhões.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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