Lauremília Lucena e seu marido Cícero Lucena, prefeito de João Pessoa. Foto: Divulgação
Na manhã deste sábado, 28 de setembro, a primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, foi presa pela Polícia Federal em uma operação que investiga o aliciamento violento de eleitores. Junto a ela, sua secretária pessoal, Tereza Cristina Barbosa, também foi detida.
Natural de Sousa, no Sertão da Paraíba, Maria Lauremília Assis de Lucena ganhou notoriedade ao ser a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-governadora do Estado, entre 2003 e 2006, durante o governo de Cássio Cunha Lima. Antes disso, já havia desempenhado funções de destaque ao lado do marido, Cícero Lucena, atual prefeito de João Pessoa, tanto como primeira-dama do Estado, quando ele foi governador interino em 1994, quanto como primeira-dama da capital durante seus mandatos como prefeito, entre 1997 e 2005.
No entanto, a trajetória de Lauremília não ficou imune a polêmicas. Em 2005, as contas do gabinete do vice-governador, sob sua responsabilidade e de outra gestora, foram aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), que aplicou uma multa devido a falhas na administração de pessoal. Ela também foi mencionada em uma ação de impugnação de mandato eletivo relacionada a Cássio Cunha Lima, envolvendo supostas fraudes em urnas eletrônicas, embora tenha saído vitoriosa no processo, com a decisão favorável a ela mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No âmbito familiar, Lauremília e Cícero Lucena são pais de Maria Janine Assis de Lucena Barros, que atualmente ocupa o cargo de secretária executiva de Saúde de João Pessoa, e de Francisco Emerson Assis de Lucena, mais conhecido como Mersinho Lucena, deputado federal pela Paraíba. A filha Janine também enfrentou polêmicas na gestão municipal, sendo recentemente citada na Operação Mandare, que apura a influência de um grupo criminoso na indicação de cargos dentro das secretarias da Prefeitura de João Pessoa.
A prisão de Lauremília e de sua secretária trouxe à tona questões delicadas envolvendo o aliciamento de eleitores, um problema que, se comprovado, poderá trazer consequências significativas para a política local.
A primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, foi presa na manhã deste sábado, 28 de setembro, durante a deflagração da Operação Território Livre, conduzida pela Polícia Federal (PF). A operação também resultou na prisão de Tereza Cristina Barbosa Albuquerque, que seria secretária da primeira-dama, e incluiu o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão.
Esta ação faz parte da terceira fase da operação, que investiga crimes de aliciamento violento de eleitores e a formação de organizações criminosas relacionadas às eleições municipais.
A Operação Território Livre contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco-PB) e teve como base materiais coletados nas fases anteriores. As diligências deste sábado visam complementar as provas sobre os crimes, focando na autoria, materialidade e circunstâncias envolvidas.
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