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PT articula encontro entre Lula e Valdemiro Santiago para ampliar diálogo com evangélicos

O partido aposta que o contato direto com esse público pode fortalecer a relação com um eleitorado que representa mais de26,9% da população.

Fernanda Diniz

28 de outubro de 2025 às 11:00   - Atualizado às 11:03

Lula e Valdomiro Santiago.

Lula e Valdomiro Santiago. Foto 1: Ricardo Stuckert Foto 2: Reprodução/Redes sociais

O Partido dos Trabalhadores (PT) articula um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o pastor Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus.

A movimentação faz parte da estratégia do governo e do núcleo inter-religioso do partido para ampliar o diálogo com o segmento evangélico e reduzir resistências históricas entre os fiéis e o PT. As informações foram divulgadas pela CNN. 

Segundo fontes petistas ao jornalista Pedro Venceslau, as conversas com Valdemiro já estão em andamento e têm o apoio de integrantes do setorial inter-religioso, que vem ganhando força dentro da estrutura partidária. A expectativa é de que a reunião aconteça ainda neste semestre, em um gesto simbólico de aproximação com uma das lideranças religiosas mais influentes do país.

O movimento ocorre após o presidente receber no Palácio do Planalto o pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus – Ministério Madureira, em um encontro que contou com a presença do advogado-geral da União, Jorge Messias, cotado para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A aproximação foi comemorada por petistas, mas causou desconforto entre líderes evangélicos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar da resistência, o gesto foi visto como um avanço estratégico do governo na tentativa de furar a bolha bolsonarista dentro das igrejas.

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Além do diálogo com Valdemiro, o PT tem expandido seus setoriais inter-religiosos em todos os estados, ampliando a participação de fiéis e lideranças nas instâncias partidárias estaduais e municipais. O partido aposta que o contato direto com esse público pode fortalecer a relação com um eleitorado que representa mais de26,9% da população, de acordo com dados do Censo 2022.

O governo vê no encontro com Valdemiro Santiago um passo importante para estabelecer pontes e reconstruir o diálogo com o universo evangélico.

Popularidade de Lula entre os evangélicos

Pesquisa Genial/Quaest divulgada no ínico do mês de outubro, mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é reprovado por 63% dos evangélicos, contra 34% que o aprovam. Antes a rejeição era 61%, enquanto a aprovação era 35%.

Entre os católicos, a aprovação subi de 51% para 54% e a desaprovação caiu de 46% para 44%.

Já no seguimento das mulheres, que compõem a maioria do eleitorado brasileiro, a aprovação (52%) superou a desaprovação (45%) pela primeira vez em cinco meses. Em setembro, quando foi realizada a última sondagem, os dois índices estavam empatados em 48%.

A tendência positiva se repete entre os beneficiários do Bolsa Família. Nesse grupo, a aprovação passou de 64% em setembro para 67% em outubro e a desaprovação caiu de 32% para 31%. Em comparação com o mês de maio, o salto é ainda maior: de 51% para 67% de aprovação, e de 44% para 31% de reprovação.

No Nordeste, o índice de aprovação do governo subiu de 60% para 62%, enquanto a desaprovação oscilou de 37% para 36%.

O levantamento da Quaest desta quarta-feira também aponta melhora da avaliação do governo Lula no Sudeste, região que concentra quase metade do eleitorado brasileiro.

Em maio, o governo Lula era aprovado por apenas 32% dos eleitores da região, contra 64% de desaprovação. Agora, os números mostram uma recuperação: 44% de aprovação e 52% de reprovação, reduzindo a diferença de 32 para 8 pontos percentuais.

Apesar da recuperação em faixas importantes do eleitorado, o petista ainda enfrenta resistência em segmentos como o dos evangélicos e o dos moradores do Sul do país, considerados desafios às suas chances de reeleição em 2026.

No Sul, 56% ainda desaprovam a gestão, mas o índice era de 60% em setembro. Os que aprovam aumentaram de 39% para 41% em outubro.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em entrevistas presenciais realizadas com pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Estadão Conteúdo

 

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