Alessandro Sena, preisdente do SINDGUARDAS Recife. Foto: Portal de Prefeitura
O presidente do SINDGUARDAS Recife, Alessandro Sena, afirmou em entrevista ao Portal de Prefeitura que a categoria dos guardas municipais enfrenta dificuldades para organizar uma movimento de greve.
Ele declarou que os profissionais ainda demonstram receio após a paralisação realizada em 2018, quando, segundo ele, houve descontos salariais e retaliações por parte da gestão municipal da época.
Alessandro Sena explicou que a última tentativa de movimento paredista ocorreu em 2018. Naquele período, a Prefeitura do Recife estava sob o comando de Geraldo Júlio, do PSB. De acordo com o presidente do sindicato, diversos guardas municipais sofreram perdas financeiras durante o processo.
Sena relatou que a categoria enfrentou descontos significativos nos salários após a paralisação. Ele afirmou que recebeu apenas R$ 60 em um dos meses afetados. Segundo ele, alguns colegas chegaram a receber apenas R$ 2 no período. O dirigente sindical declarou que os valores descontados não foram restituídos posteriormente.
O presidente do SINDGUARDAS Recife afirmou que a situação deixou marcas na categoria. Ele destacou que muitos profissionais temem sofrer novas perdas caso participem de outro movimento grevista. Ele afirmou que o histórico de descontos e a ausência de recomposição salarial geraram insegurança entre os guardas municipais.
“Infelizmente, nossa categoria teve um movimento paredista em 2018 e fomos massacrados pelo PSB, com o prefeito Geraldo Júlio. Tivemos perdas salariais e vários descontos. A categoria está temerosa de fazer qualquer movimento grevista. Eu mesmo tive mês de receber R$ 60 do meu salário. Teve colega que recebeu R$ 2 no mês. Os descontos durante o processo de paralisação não foram restabelecidos, diferente de qualquer outro movimento paredista que envolve negociação. A categoria foi massacrada pelo PSB e tem medo de fazer qualquer movimento paredista de greve”, destacou.
Alessandro Sena reforçou que, em outros movimentos paredistas no país, negociações costumam ocorrer durante ou após a paralisação. Ele afirmou que, no caso dos guardas municipais do Recife, a categoria não recebeu tratamento semelhante. Ele atribuiu o cenário à postura adotada pela gestão municipal da época.
O dirigente sindical ressaltou que o temor não envolve apenas questões financeiras, mas também o receio de novas retaliações administrativas. Ele afirmou que a experiência de 2018 ainda pesa nas decisões atuais da categoria. Ele relatou que muitos profissionais evitam discutir abertamente a possibilidade de nova paralisação.
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