A sentença também menciona falhas na prestação de contas, como ausência de identificação de veículos abastecidos e despesas sem comprovação.
28 de abril de 2026 às 16:13 - Atualizado às 16:15
Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, no interior de Pernambuco. Foto: Divulgação
A Justiça Eleitoral cassou, em primeira instância, os mandatos do prefeito de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, no interior de Pernambuco, Sandrinho Palmeira (PSB), e o vice-prefeito Daniel Valadares, por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. A decisão, assinada na segunda-feira, 27 de abril, também tornou os dois gestores e o ex-secretário de Finanças, Jandyson Henrique Xavier Oliveira, inelegíveis por oito anos.
Segundo a sentença, os investigados teriam participado de um esquema de distribuição irregular de combustíveis para eleitores e apoiadores durante a campanha eleitoral.
A prática, de acordo com os autos, buscava influenciar o resultado do pleito. Apesar da cassação, o afastamento imediato não ocorrerá, pois a decisão só terá validade após análise de eventuais recursos no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco.
A investigação apontou que o chamado “esquema dos combustíveis” utilizava recursos sem origem comprovada e a própria estrutura da prefeitura para abastecer veículos de apoiadores. O principal fato do processo foi a prisão em flagrante de Jandyson Henrique, na madrugada de 4 de outubro de 2024, dois dias antes da eleição.
Na ocasião, a Polícia Militar encontrou com ele R$ 35 mil em espécie, além de mais de R$ 240 mil em notas fiscais, cupons e autorizações de abastecimento. Parte desses documentos trazia a sigla “MJSL”, apontada como referência à campanha majoritária de Sandrinho Palmeira.
Na decisão, o juiz eleitoral substituto da 66ª Zona Eleitoral, José Anastácio Guimarães Figueiredo Correia, afirmou que o ex-secretário exercia, ao mesmo tempo, a gestão da frota municipal e a coordenação financeira da campanha, situação classificada como uma “simbiose ilícita”.
A sentença também menciona falhas na prestação de contas, como ausência de identificação de veículos abastecidos e despesas sem comprovação. Um dos casos citados foi o abastecimento de um caminhão-pipa de uma associação comunitária, que não integrava a frota oficial nem possuía vínculo com a campanha.
As defesas dos investigados alegaram falta de provas e sustentaram que o dinheiro apreendido teria origem em um empréstimo pessoal. No entanto, o magistrado considerou a justificativa inconsistente e classificou o contrato apresentado como um “subterfúgio” sem autenticidade comprovada.
O processo será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que poderá avaliar a abertura de ações penais por crimes como falsidade ideológica e corrupção eleitoral.
A defesa da Frente Popular de Afogados da Ingazeira, representada pelo advogado Walber Agra, afirmou ter recebido a decisão “com absoluta serenidade”, alegando que as provas não justificam a cassação. Segundo ele, as contas da campanha foram aprovadas e há convicção de que a decisão será revertida pelo TRE-PE.
2
3
4
17:56, 28 Abr
28
°c
Fonte: OpenWeather
Durante o ato, em abril do ano passado, o pastor, que é apoiador de Bolsonaro, chamou os generais de "frouxos, covardes e omissos".
Segundo o deputado, além do trabalho reconhecido na saúde e em diversas áreas importantes para o estado, o pré-candidato lidera a Federação União Progressista, que possui a maior bancada estadual de Pernambuco.
O advogado-geral da União foi indicado pela Presidência da República ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
mais notícias
+