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Gasolina volta a superar preço internacional e expõe contradições da política de preços no Brasil

Quando a gasolina brasileira fica muito acima da paridade, aumenta a pressão sobre consumidores e dificulta a viabilidade das importações.

Portal de Prefeitura

08 de dezembro de 2025 às 13:56   - Atualizado às 14:04

Lula e bomba de gasolina enchendo tanque de carro.

Lula e bomba de gasolina enchendo tanque de carro. Fotos: Marcelo Camargo e Marcello Casal Jr./Agência Brasil. Arte: Portal de Prefeitura

A gasolina vendida no Brasil voltou a ficar mais cara que no mercado internacional em novembro, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). A reversão reacende críticas à atual política de preços e evidencia a dificuldade do país em manter coerência entre custos globais e valores praticados nas refinarias.

Paridade reverte e gasolina brasileira registra “prêmio” sobre o exterior

Depois de um outubro em que os valores internos ficaram próximos e até ligeiramente abaixo da chamada Paridade de Importação (PPI), novembro apresentou um novo cenário. Conforme a Abicom, a gasolina no mercado doméstico passou a registrar um “prêmio” entre 5% e 8% acima do valor de referência internacional.

A PPI funciona como uma projeção teórica do custo de trazer combustível do exterior, incluindo preço internacional, câmbio e despesas logísticas. Ela não determina os preços das refinarias, mas é uma bússola importante para medir competitividade e transparência. Quando a gasolina brasileira fica muito acima da paridade, aumenta a pressão sobre consumidores e dificulta a viabilidade das importações.

Câmbio estável, petróleo oscilando e decisões internas pesam no preço

Os analistas da Abicom atribuem essa diferença a um conjunto de fatores que se alinharam ao longo do mês:

 

  •  estabilidade cambial, que normalmente seguraria preços, mas não impediu a alta;
  •  oscilações moderadas do barril de petróleo no mercado global;
  •  e decisões das refinarias, que mantiveram valores internos sem acompanhar o alívio internacional.

Essa combinação, segundo especialistas, mostra que uma parcela relevante do preço final no Brasil depende mais da política doméstica do que do mercado externo, justamente o ponto mais criticado por entidades e economistas.

Impacto para consumidores e falta de previsibilidade

Embora a PPI não represente exatamente o valor que um importador pagaria, ela indica quando o combustível brasileiro está competitivo. Quando não está, como agora, as consequências podem ir além das bombas:

  •  redução da concorrência,
  •  menor oferta importada,
  •  e pressão por reajustes nas distribuidoras e nos postos.
  • Para o consumidor, o resultado é previsível: preços mais altos mesmo quando o cenário global não exige isso.

Repetição anual e debate que volta à mesa

Não é a primeira vez que o Brasil vive uma desconexão entre o mercado internacional e os valores internos. E, para especialistas, enquanto o país não adotar uma política de preços mais clara, previsível e transparente que considere tanto a realidade global quanto o poder de compra do brasileiro — o ciclo de altas e recuos desconexos continuará se repetindo.

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