Pernambuco, 03 de Abril de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Pré-candidato a presidente, Caiado diz que 'presidencialismo está destruído' e critica emendas

O governador de Goiás afirmou que a atual dinâmica de liberação de emendas enfraquece o Poder Executivo.

Jameson Ramos

07 de maio de 2025 às 13:08   - Atualizado às 13:10

Ronaldo Caiado.

Ronaldo Caiado. Foto: Divulgação

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), pré-candidato à Presidência da República, afirmou na segunda-feira, 5 de maio, que o sistema presidencialista no Brasil está "destruído" e criticou os valores destinados às emendas parlamentares. Segundo ele, essa configuração contribui para "fragilizar" os poderes atribuídos ao presidente.

"O presidencialismo foi totalmente destruído no Brasil. Onde está a liturgia do cargo da Presidência da República? Acabou. Eu fui deputado federal e senador, com R$ 15,5 milhões de emendas por ano, sem serem impositivas. Hoje, o parlamentar de baixo clero tem R$ 100 milhões. Senador tem R$ 300 milhões", disse Caiado em palestra promovida pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo.

Caiado afirmou que a atual dinâmica de liberação de emendas enfraquece o Poder Executivo. "A figura do presidente foi ficando fragilizada diante dessa ameaça que é imposta. Ele entrega aquilo que é prerrogativa dele para o Congresso, para o Supremo que legisla em matérias que são do Congresso também", afirmou.

Para o governador, o cenário "insustentável" infla a gerência dos parlamentares sobre o Orçamento. "O plano de governo é do presidente. O deputado foi feito para aprovar o Orçamento, fiscalizar o Orçamento e legislar nas matérias de lei complementar e ordinária à proposta. Pronto. Essa é a finalidade do deputado e do senador. Agora, não é ele que vai decidir que vai repassar o dinheiro, que é discricionário, que está no plano de governo, para fazer o que ele acha que deve fazer no município. Isso aí é insustentável", disse Caiado.

O uso das emendas parlamentares como instrumento de barganha política ganhou força durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Como revelado pelo Estadão, a falta de transparência sobre o destino dos valores era catalisador de corrupção no esquema conhecido como orçamento secreto.

Veja Também

Mas o tema voltou à tona, agora como ponto de tensão entre os Três Poderes, no terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O impasse se intensificou após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender o pagamento de todas as emendas. A exigência era o estabelecimento de regras claras de transparência que permitam rastrear a destinação e a liberação dos recursos.

Do Estadão

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

19:44, 03 Abr

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Cabo Daciolo.
Definição

"Glória a Deus": Cabo Daciolo se filia ao Mobiliza e lança candidatura à Presidência

A oficialização foi divulgada nas redes sociais, onde o político compartilhou a ficha de filiação ao partido

Celso Muniz se filia à Federação União Progressista.
Articulação

Celso Muniz se filia à Federação União Progressista para disputar vaga na Alepe

O empresário vai formar chapa com o gestor do Colégio São Bento Kléber Leal.

Glenn Greenwald e Tabata Amaral
Israel

Entenda o embate entre Glenn Greenwald e Tabata Amaral sobre liberdade de expressão

Debate levanta alertas sobre os limites entre o combate ao preconceito e a preservação da liberdade de expressão no cenário político brasileiro.

mais notícias

+

Newsletter