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Empresa que contratou ex-nora de Lula tinha esquema para superfaturar livros, diz PF

A decisão judicial que autorizou a operação destaca que há indícios de atuação de Carla dentro do governo federal.

Ricardo Lélis

15 de novembro de 2025 às 14:52   - Atualizado às 14:52

Ex-nora de Lula é alvo de operação da Polícia Federal.

Ex-nora de Lula é alvo de operação da Polícia Federal. Fotos: Reprodução/ GOV.BR e Arquivo Pessoal

A empresa Life Tecnologia Educacional, investigada na Operação Coffee Break, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quarta-feira, 12 de novembro, é suspeita de superfaturar em até 35 vezes o valor dos livros vendidos a prefeituras do interior de São Paulo.

Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi alvo dessa operação. A decisão judicial que autorizou a operação destaca que há indícios de atuação de Carla dentro do governo federal em defesa de interesses privados relacionados ao empresário investigado.

Segundo a PF, a empresa arrecadou cerca de R$ 111 milhões em contratos suspeitos para fornecimento de material escolar a quatro prefeituras paulistas. O empresário André Gonçalves Mariano, dono da Life Tecnologia, é apontado como líder do esquema e foi um dos presos na operação.

“Da análise das movimentações financeiras atípicas relacionada à Life Tecnologia, a autoridade policial afirma que o sobrepreço praticado pela empresa é evidente, alcançando até 35 vezes o valor de aquisição da mercadoria. Em alguns casos, além do superfaturamento, a Life teria adquirido livros somente após tê-los vendido à prefeitura”, afirma a PF em nota.

De acordo com as investigações, o esquema de propina envolvia empresários, doleiros, lobistas e agentes públicos.

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Ao todo, cinco pessoas foram presas, incluindo o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB), e o secretário de Educação local, Fernando Gomes de Moraes. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Morungaba, Sumaré e Limeira, todas na região de Campinas.

A PF aponta que o esquema atuava desde pelo menos 2021, operando em três núcleos principais: a empresa Life Tecnologia, agentes públicos municipais e intermediários financeiros.

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