Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Piso salarial dos profissionais da educação básica será apresentado esta semana, garante relator

A proposta inclui categorias como assistentes administrativos, secretários escolares, cozinheiras, inspetores de alunos, porteiros e auxiliares de serviços gerais.

Redação

09 de dezembro de 2025 às 09:57   - Atualizado às 09:57

Piso salarial da educação básica

Piso salarial da educação básica Foto: Divulgação

O debate sobre a criação de um piso salarial nacional para profissionais da educação básica que não exercem a função de professores avançou na Câmara dos Deputados e entrou em uma fase decisiva. O relator da proposta, deputado Danilo Forte (União-CE), afirmou que pretende apresentar até esta semana o relatório do projeto que trata do tema.

A declaração ocorreu durante audiência pública realizada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, onde parlamentares, representantes do governo e trabalhadores discutiram os impactos e os desafios da medida.

A comissão analisou o Projeto de Lei 2531/21, que estabelece um piso salarial nacional para funcionários que atuam na área administrativa e de apoio nas escolas de educação básica. O texto fixa o valor mínimo desses salários em 75% do piso pago aos professores da rede básica.

A proposta inclui categorias como assistentes administrativos, secretários escolares, cozinheiras, inspetores de alunos, porteiros e auxiliares de serviços gerais, profissionais que garantem o funcionamento diário das unidades de ensino.

Se a CCJ aprovar o texto e não houver recurso para votação em Plenário, o projeto seguirá diretamente para o Senado Federal. O avanço da proposta ocorre em meio à pressão de sindicatos e ao debate mais amplo sobre valorização dos profissionais da educação básica que atuam fora da docência, mas desempenham papel essencial no funcionamento das escolas em todo o país.

Veja Também

Sobre a audiência

Durante a audiência, Danilo Forte destacou que busca equilibrar rapidez na tramitação com responsabilidade técnica. O deputado afirmou que trabalha para apresentar um relatório consistente, alinhado à Constituição e às leis em vigor, de forma a reduzir riscos de questionamentos futuros. Segundo ele, a intenção é colocar o projeto em votação na CCJ ainda antes do encerramento do ano legislativo, previsto para 22 de dezembro.

O relator explicou que um texto juridicamente sólido aumenta as chances de aprovação por consenso na comissão. Ele sinalizou que a proposta precisa oferecer segurança tanto para os trabalhadores quanto para gestores estaduais e municipais, responsáveis por executar a política salarial nas redes públicas de ensino. A preocupação com a legalidade do projeto pautou grande parte das discussões no colegiado.

Opinião do MEC

O Ministério da Educação participou do debate e manifestou apoio ao mérito da proposta. Representando o MEC, o diretor de programas Armando Amorim Simões reconheceu a importância da valorização dos profissionais que atuam fora da sala de aula, mas alertou para a necessidade de ajustes no texto. Segundo ele, a Constituição exige que a legislação defina com clareza quem se enquadra como profissional da educação.

Simões apontou divergências entre o Projeto de Lei 2531/21 e conceitos já estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e na Lei 14.817, sancionada em 2024. Ele afirmou que essas diferenças podem gerar insegurança jurídica e levar a questionamentos no Supremo Tribunal Federal, caso não sejam corrigidas. Para o representante do ministério, um texto bem ajustado protege a política pública e evita problemas na sua aplicação.

O MEC informou que coordena um grupo de trabalho com participação de entidades sindicais e representantes de gestores públicos. O objetivo desse grupo é aperfeiçoar a redação do projeto e alinhar o texto às exigências constitucionais. O ministério defende que esse diálogo fortalece a proposta e contribui para uma implementação mais estável do piso salarial.

Representantes dos trabalhadores usaram a audiência para relatar a realidade enfrentada no cotidiano das escolas. Eles rebateram argumentos ligados às limitações financeiras dos entes federativos e destacaram que muitos profissionais recebem apenas um salário mínimo, mesmo após anos de serviço. As manifestações trouxeram um tom humano ao debate e ressaltaram a importância dessas funções para o ambiente escolar.

Os participantes destacaram que cozinheiras garantem a merenda dos alunos, porteiros controlam o acesso às escolas, inspetores acompanham crianças e adolescentes nos intervalos, e auxiliares de serviços gerais mantêm os espaços limpos e seguros. Para os representantes das categorias, o piso salarial representa reconhecimento e dignidade para quem sustenta a rotina das escolas públicas.

Danilo Forte informou que pretende disponibilizar o parecer no sistema da Câmara ainda nesta segunda-feira. Caso haja acordo entre os integrantes da CCJ, a comissão pode incluir o projeto na pauta de votação já nos próximos dias. A proposta tramita em caráter conclusivo, o que permite sua aprovação definitiva nas comissões.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

03:06, 13 Fev

Imagem Clima

24

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

Vereadora do PSOL, Jô Cavalcanti, alvo de ataques e prefeito do Recife, João Campos.
Vídeo

Vereadora do PSOL sofre ataques nas redes sociais após assinar CPI para investigar João Campos

A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.

Faixada da Petrobras
Petroquímica

Petrobras abre mão de controlar Braskem e mantém participação minoritária

A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.

mais notícias

+

Newsletter