A proposta trata especificamente dos profissionais da educação básica que não exercem a docência, mas que mantêm o funcionamento diário das unidades de ensino.
Cozinheira e porteiro de escola. Foto: Divulgação
Porteiros, cozinheiras, secretários escolares, inspetores de alunos e auxiliares de serviços gerais das escolas públicas podem passar a contar com um piso salarial nacional equivalente a 75% do valor pago aos professores da educação básica.
O tema avançou na Câmara dos Deputados após o relator da proposta, deputado Danilo Forte, do União Brasil do Ceará, anunciar que pretende apresentar o parecer sobre o assunto até esta segunda-feira, 8 de dezembro. A declaração ocorreu durante uma audiência pública realizada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, a CCJ, que analisou o Projeto de Lei 2531 de 2021.
A proposta trata especificamente dos profissionais da educação básica que não exercem a docência, mas que mantêm o funcionamento diário das escolas. Esses trabalhadores atuam em funções administrativas, operacionais e de apoio, consideradas essenciais para o ambiente escolar. Atualmente, muitos deles recebem apenas um salário mínimo, mesmo após anos de serviço na rede pública.
Durante o debate na comissão, Danilo Forte afirmou que trabalha para entregar um relatório alinhado com a Constituição e com a legislação vigente. O relator destacou que busca construir um texto capaz de obter apoio unânime entre os parlamentares da comissão. Segundo ele, a intenção é viabilizar a votação do projeto ainda antes do encerramento do ano legislativo.
Representantes do Ministério da Educação participaram da audiência e manifestaram apoio ao mérito da proposta. O diretor de programas do MEC, Armando Amorim Simões, reforçou a importância da valorização dos profissionais da educação que não são professores, mas alertou para ajustes técnicos no texto. Segundo ele, a Constituição exige que a lei defina de forma clara quem integra o grupo de profissionais da educação, ponto que pode gerar questionamentos judiciais se não estiver bem delimitado.
Simões ressaltou que o texto do projeto apresenta divergências em relação às definições presentes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e na Lei 14.817 de 2024. O representante do ministério afirmou que a preocupação envolve garantir segurança jurídica à política pública, evitando contestações futuras no Supremo Tribunal Federal por parte de gestores estaduais e municipais. O MEC coordena um grupo de trabalho com entidades sindicais e representantes de gestores para aperfeiçoar a redação da proposta.
Danilo Forte informou que pretende disponibilizar o parecer no sistema da Câmara até esta segunda-feira (8). Caso os líderes cheguem a um entendimento, a CCJ pode incluir o projeto na pauta de votação já na semana seguinte. A proposta tramita em caráter conclusivo nas comissões, o que permite o envio direto ao Senado caso seja aprovada e não haja recurso para análise em Plenário.
2
4
18:40, 04 Ago
25
°c
Fonte: OpenWeather
O ministro do STF Edson Fachin disse que a medida representa "uma mudança significativa na forma de enxergar e tratar essa questão".
Não foram apresentados detalhes oficiais sobre os motivos que levaram ao cancelamento do visto da diplomata. Também não houve manifestação pública do governo americano explicando os fundamentos da decisão
Indicado por Lula ao STF, o ministro foi sorteado relator desses novos processos sobre o filho do presidente.
mais notícias
+