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PF vai indiciar COMANDANTE da Marinha de BOLSONARO por tentativa de GOLPE de Estado, diz coluna

Segundo a investigação da Polícia Federal, Garnier foi o único entre os três chefes militares da gestão do ex-presidente a oferecer suas tropas para uma suposta tomada de poder.

Ricardo Lélis

05 de novembro de 2024 às 17:26   - Atualizado às 17:47

Almir Garnier e Jair Bolsonaro

Almir Garnier e Jair Bolsonaro Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O ex-comandante da Marinha Almir Garnier será indiciado pela Polícia Federal por tentativa de golpe de Estado, segundo a coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles. 

Segundo a investigação da Polícia Federal, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier foi o único entre os três chefes militares a oferecer suas tropas para uma tentativa de golpe. 

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O ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, é mencionado como integrante do grupo de oficiais de alta patente que teriam utilizado suas posições para “influenciar e incitar o apoio aos demais grupos de atuação”, aprovando ações e medidas que visavam à realização de um golpe de Estado.

Segundo o colunista, o atual ministro da Defesa, José Múcio, tem avaliado a interlocutores, a Marinha, bem como o Exército e a Aeronáutica, tem interesse em distinguir os legalistas daqueles que cometeram crimes.

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GSI de Bolsonaro denunciado

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o coronel do Exército José Placídio Matias dos Santos ao Supremo Tribunal Federal por incitação a golpe de Estado.

O militar exerceu função de confiança no Gabinete de Segurança de Institucional (GSI) do governo Jair Bolsonaro e fez publicações, no dia 8 de janeiro de 2023, data dos atos golpistas, defendendo que coronéis com comando de tropa se rebelassem e 'entrassem no jogo, desta vez do lado certo'.

A acusação está sob sigilo no STF e versa sobre as publicações do militar. Como mostrou o Estadão à época, José Placídio citou o então comandante do Exército, general Júlio César de Arruda, para que ele se colocasse à frente de um golpe de Estado As postagens foram feitas no Twitter.

No mesmo dia, o coronel da reserva fez outra postagem com ameaças a Flávio Dino, que acabara de assumir o Ministério da Justiça. "Sua purpurina vai acabar."

José Placídio foi alvo de investigação militar, que concluiu pela existência de autoria e materialidade do crime de 'incitar à desobediência, à indisciplina ou à prática de crime militar'.

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