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PF indicia o ex-presidente Jair Bolsonaro, Ramagem e Carlos Bolsonaro no caso da "Abin Paralela"

O relatório com os indiciamentos foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A PF aponta que a Abin paralela era usada em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus familiares. 

Jameson Ramos

17 de junho de 2025 às 09:58   - Atualizado às 09:58

Ex-presidente Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Carlos Bolsonaro.

Ex-presidente Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Carlos Bolsonaro. Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, 17 de junho, na investigação da chamada Abin Paralela, um esquema de espionagem montada na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A informação foi confirmada pela CNN. 

A PF também indiciou o deputado federal Alexandre Ramagem (PL), ex-diretor geral do órgão, o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos), e outras 32 pessoas.

O relatório com os indiciamentos foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A PF aponta que a Abin paralela era usada em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus familiares. 

Ainda de acordo com a Polícia Federal, policiais e delegados da corporação que estavam cedidos para a Abin, além de servidores do órgão, teriam participado de uma organização criminosa para monitorar ilegalmente autoridades públicas durante o governo Bolsonaro.

O objetivo seria encontrar situações que desabonassem críticos do governo e criar informações falsas para atacar personalidades que pudessem prejudicar eventual reeleição do ex-chefe do Planalto.

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Negativa

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem negou na segunda-feira, 9 de junho, ter usado o órgão para monitorar ilegalmente a rotina de ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o governo de Jair Bolsonaro.

Ramagem foi interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes por ser um dos réus da ação penal da trama golpista. Atual deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro, Ramagem foi denunciado sob a acusação de usar a estrutura do órgão para espionar ilegalmente desafetos do ex-presidente.

Ao ser perguntado pelo ministro sobre a acusação, Ramagem negou ter determinado a realização de monitoramentos.

"Nunca utilizei monitoramento algum pela Abin de qualquer autoridade. Ao contrário do que foi colocado em comunicação, nós não tínhamos a gerência de sistemas de monitoramento", declarou.

Sobre a acusação de uso ilegal do programa de espionagem Firstmile, o ex-diretor disse o sistema deixou de ser utilizado pela Abin em 2021, um ano antes do período em que acusações feitas pela Polícia Federal.

"É mais uma indução a erro do juízo pela Polícia Federal. Mesmo assim, eles [investigadores] colocaram no relatório da PF. Com certeza, para empurrar o Ramagem para essa questão de golpe indevidamente", afirmou.

Ramagem também negou ter enviado a Bolsonaro arquivos de word com informações para embasar lives nas redes sociais e insinuar fraudes nas urnas eletrônicas.

"Eu escrevia textos privados que me concatenavam alguma ideia para, se possível, em algum momento, ter algum debate", completou.

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